O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) pede que a advogada e influenciadora, Agostina Páez, pague cerca de R$ 200 mil de indenização aos funcionários do bar no qual ela é acusada de ter cometido racismo. O julgamento do caso teve inicio nesta quarta-feira (25) e a justiça manteve as medidas cautelares contra a argentina.
O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, da 37ª Vara Criminal não permitiu retirada da tornozeleira eletrônica e a devolução do passaporte para voltar à Argentina, onde ela queria aguardar a conclusão do processo. Entretanto, A defesa de Agostina e o MP concordaram que, se condenada, ela será extraditada e cumprirá a pena na Argentina.
Pedro Henrique Soares dos Santos, um dos atendentes do bar onde ocorreu o fato, entrou com uma ação de danos morais, pedindo R$ 50 mil de indenização.
A defesa da acusada passou por uma mudança de estratégia após a contratação da nova advogada, Carla Junqueira. A profissional abandonou a tese inicial de negar o ato e passou a admitir a autoria do crime. “Não vamos mais discutir se ela fez ou não. Ela fez, cometeu um erro e cometeu um crime”, afirmou Junqueira. O objetivo agora é tentar obter a permissão para que a argentina aguarde o desenrolar do processo em liberdade no seu país de origem.

No Brasil, o crime de injúria racial é equiparado ao crime de racismo, com pena de prisão de 2 a 5 anos, além do pagamento de uma multa. Sob prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, Páez demonstrou temor diante da possibilidade de uma condenação que pode chegar a 15 anos de reclusão. Em entrevista ao jornal argentino La Nación, ela afirmou que acredita estar em risco.
“Se me condenarem, eu me mato ou me matam lá dentro. Imagine ir para uma prisão em um país onde me odeiam e em uma prisão como são aqui no Rio”, declarou, mencionando ainda uma suposta campanha de exposição de sua imagem no Brasil.
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