Quatro maiores de idade suspeitos de participar do estupro coletivo se entregaram a polícia na última semana e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O menor que de acordo com as investigações é o principal articulador dos crimes foi apreendido e levado ao Degase
Um vídeo gravado dentro do elevador de um prédio em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, mostra jovens rindo e fazendo comentários em tom de deboche logo após um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Em um trecho da gravação, um dos rapazes afirma: “A mãe de alguém teve que chorar, porque as nossas mães hoje…”, enquanto outros aparecem ao fundo.
De acordo com as investigações, o vídeo teria sido registrado após o crime ocorrido em janeiro deste ano. As imagens, exibidas pelo Fantástico, mostram os suspeitos dentro do elevador após o crime. Em depoimento, a vítima contou que já havia tido um relacionamento com o adolescente investigado e que aceitou um convite dele para sair no dia 31 de janeiro.

Foto: Reprodução Fantástico
Ao chegar ao imóvel, a jovem percebeu que amigos do rapaz também estavam no local. Segundo o relato, ela havia concordado em manter relação sexual apenas com o adolescente, que era seu ex-namorado. Durante o encontro, no entanto, outros quatro homens entraram no quarto onde os dois estavam. A vítima afirma que, após insistência do adolescente, concordou que os demais apenas assistissem ao ato sexual. Em seguida, porém, todos teriam se despido e passado a violentá-la. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com o relato apresentado pela vítima.
Após o crime, câmeras do prédio registraram o menor e a vítima deixando o apartamento. No elevador, os suspeitos aparecem celebrando. Depois do estupro, o menor continuou frequentando a escola e, segundo a família, passou a rondar a irmã mais nova da vítima, de 12 anos.
Outros casos
Após a repercussão do caso, outras adolescentes se sentiram encorajadas a denunciar os jovens por estupro. A Polícia Civil investiga um segundo caso de estupro envolvendo o mesmo adolescente. A outra vítima tinha 14 anos na época dos fatos. Em depoimento, ela afirmou que também foi convidada pelo jovem, com quem havia tido um relacionamento anteriormente, para ir a um apartamento, cujo endereço não soube informar. No local, segundo o relato, estavam amigos do adolescente, entre eles Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que também aparece no inquérito relacionado ao caso de Copacabana. A jovem afirmou que foi agredida e estuprada por pelo menos três rapazes. Ainda de acordo com a denúncia, a violência teria sido filmada e as imagens posteriormente divulgadas.
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Um terceiro caso, é onde uma jovem que agora tem 18 anos afirma ter sido violentada porVitor Hugo Oliveira Simonin, um dos acusados presos. Segundo ela, durante uma festa enquanto beijava o acusado, Vitor pediu para que ela fizesse sexo oral nele e ao se negar, ele começou enquanto beijava empurrar a cabeça dela para baixo forçando o ato. A jovem diz que continuou negando e como estava fraca as pernas cederam e ela caiu, nesse momento Vitor começou forçar o sexo oral.
Os quatro maiores de idade suspeitos de participar do estupro coletivo se entregaram a polícia na última semana e foram encaminhados ao sistema penitenciário. O menor que de acordo com as investigações é o principal articulador dos crimes foi apreendido e levado ao Degase.









