Reino Unido barra entrada de Kanye West após falas racistas

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O governo do Reino Unido negou a entrada do rapper Kanye West no país após a repercussão de declarações consideradas racistas, antissemitas e de apologia ao nazismo. A decisão foi confirmada pelo Ministério do Interior à BBC e resultou no cancelamento do Wireless Festival, em Londres, onde o artista seria a principal atração.

Segundo o governo britânico, a autorização eletrônica de viagem solicitada por West foi recusada por não ser considerada de interesse público. O rapper havia solicitado a entrada no país nesta semana para participar do evento musical.

Após a decisão, os organizadores do festival anunciaram o cancelamento da edição. Em comunicado, informaram que todos os ingressos serão reembolsados e reconheceram o impacto das declarações do artista.

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Segundo o órgão informou à BBC, a decisão de recusar a permissão foi tomada com base no entendimento de que a presença dele não seria do interesse do bem público.

A participação de Kanye West já vinha sendo alvo de críticas antes mesmo da decisão do governo. Empresas patrocinadoras começaram a se retirar do evento após o anúncio do cantor como atração principal. A Pepsi encerrou uma parceria de mais de dez anos com o festival, seguida por outras marcas como Diageo e PayPal.

A contratação também gerou reação política. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificou como preocupante a presença do artista no evento, citando declarações anteriores em que West fez comentários antissemitas e referências positivas ao nazismo.

Nos últimos anos, o rapper tem acumulado polêmicas por declarações públicas. Em 2022, afirmou ter “admiração” por Adolf Hitler e chegou a vender produtos com símbolos nazistas, além de lançar músicas com referências ao regime.

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Neste ano, Kanye West publicou um pedido de desculpas em um anúncio pago, afirmando que perdeu o contato com a realidade e negando ser antissemita. Apesar disso, o histórico recente do artista segue gerando reações de governos, empresas e instituições culturais.

A decisão do Reino Unido evidencia como discursos de ódio têm gerado consequências concretas na carreira de artistas, incluindo restrições de circulação internacional e perda de contratos comerciais.

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