Governo estuda cortar imposto sobre querosene para baratear passagens aéreas

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Com o aumento superior a 50% no preço do querosene de aviação anunciado pela Petrobras, o governo federal avalia zerar a cobrança de PIS/Cofins sobre o combustível para tentar conter a alta das passagens aéreas. A medida integra um pacote emergencial em discussão entre ministérios.

O Ministério de Portos e Aeroportos apresentou propostas ao Ministério da Fazenda para reduzir o impacto do aumento de custos no setor. Entre as ações está a desoneração do querosene de aviação, um dos principais gastos das companhias aéreas.

O pacote também prevê a criação de uma linha de crédito com recursos do Tesouro, operada pelo Banco do Brasil. A proposta permite que empresas do setor acessem até R$ 400 milhões, com prazo de pagamento até o fim do ano.

Outra medida em análise é o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea à Força Aérea Brasileira. A taxa é cobrada pelo uso dos serviços do sistema de controle do espaço aéreo e, se postergada, pode aliviar temporariamente o caixa das companhias.

Especialistas apontam que, diante da alta do combustível, as passagens podem subir até 20% – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

A Petrobras informou aumento no preço médio do combustível vendido às distribuidoras a partir de abril. A alta acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra no Oriente Médio.

Para reduzir os impactos, a estatal também adotou um mecanismo que permite o parcelamento de parte do reajuste para as distribuidoras.

A Associação Brasileira das Empresas Aéreas afirmou que o aumento do querosene pode gerar “consequências severas” para o setor. Especialistas apontam que, diante da alta do combustível, as passagens podem subir até 20%.

Representantes do governo devem se reunir para definir quais medidas serão implementadas.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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