Senado aprova lei que torna misoginia crime inafiançável e equiparável ao racismo

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Foto: Agência Brasil

Aprovado por unanimidade no Senado, um projeto de lei agora classifica a misoginia como crime equiparável ao racismo, resultando em penas mais severas para delitos cometidos contra mulheres por razões de gênero. A proposta, que segue para a Câmara dos Deputados, determina que os crimes são inafiançáveis e não prescrevem.

A nova legislação altera a Lei do Racismo para incluir a misoginia, definida como conduta que exterioriza ódio ou aversão a mulheres. As penas variam de um a três anos de prisão para atos de discriminação. Em casos de injúria contra a honra e dignidade da mulher, a pena é ampliada para dois a cinco anos de reclusão, além de multa. Para evitar conflitos de interpretação, o Código Penal seguirá regendo apenas a injúria em contexto de violência doméstica.

A nova legislação altera a Lei do Racismo para incluir a misoginia, definida como conduta que exterioriza ódio ou aversão a mulheres – Foto: Agência Brasil

A relatora, senadora Soraya Thronicke, citou um exemplo de atitude misógina: a frase “lugar de mulher é na cozinha”. Ela também apontou dados sobre feminicídio no país. A autora do projeto, senadora Ana Paula Lobato, celebrou a aprovação como uma resposta do Estado às mulheres que pedem socorro e afirmou que o Brasil está cansado de testemunhar humilhações e mortes.

Embora a medida tenha sido amplamente apoiada, houve debates sobre o risco de banalização da Lei do Racismo e possíveis conflitos com a liberdade de expressão. Senadores destacaram que a mudança legal, sozinha, não é suficiente, sendo essencial um enfrentamento mais amplo da cultura machista na sociedade.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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