“Ngozi representa líderes que lutaram pelos seus”, diz Paulo Guidelly sobre sua personagem em ‘A Nobreza do Amor’

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Ator dá vida a Ngozi, que ao lado de Akin (André Luiz Miranda), lidera os trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho, organizando uma greve que desafia o poder do rei Jendal (Lázaro Ramos) - Foto: Divulgação

O ator Paulo Guidelly integra os primeiros capítulos da novela A Nobreza do Amor interpretando o personagem Ngozi, um trabalhador que se torna liderança na luta por melhores condições de vida no reino fictício de Batanga. Na trama, ele atua ao lado de Akin, vivido por André Luiz Miranda, organizando uma greve que confronta o poder do rei Jendal, interpretado por Lázaro Ramos.

Ngozi é marido de Ladisa, personagem de Rita Batista. A história ganha um ponto de virada quando o personagem morre durante um protesto contra as injustiças do reino. A morte do líder marca a trajetória de Ladisa, que passa a assumir papel central na resistência contra o poder estabelecido.

Segundo Paulo Guidelly, o personagem representa figuras históricas de liderança e mobilização social. “Ngozi representa a força de líderes que lutaram pelos seus. É um homem corajoso, com um forte senso de justiça e responsabilidade coletiva. Ele acredita na dignidade do trabalho e na força da união entre os trabalhadores”, afirma o ator.

Ator dá vida a Ngozi, que ao lado de Akin (André Luiz Miranda), lidera os trabalhadores na luta por melhores condições de trabalho, organizando uma greve que desafia o poder do rei Jendal (Lázaro Ramos) – Foto: Divulgação

Na narrativa, Ngozi e Akin organizam os trabalhadores para reivindicar melhores condições de trabalho, o que desencadeia conflitos políticos dentro do reino. Para Guidelly, o personagem também carrega referências históricas de resistência negra.

“Vejo Ngozi também como um líder preto que bebe de referências históricas importantes de luta e resistência, como Zumbi dos Palmares, Martin Luther King Jr. e João Cândido Felisberto, além de tantos outros líderes que lutaram pelos seus povos”, explica.

As cenas protagonizadas pelo ator foram gravadas em uma pedreira localizada em Vargem Pequena, na zona oeste do Rio de Janeiro. A produção envolveu uma grande estrutura técnica e logística, com figurantes, cavalos e equipes mobilizadas para as cenas de conflito.

“Foi uma experiência muito interessante. Percebi a dimensão do trabalho quando cheguei ao set e vi figurantes, cavalos e uma equipe enorme mobilizada para realizar duas cenas das quais eu iria participar”, relata.

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De acordo com o ator, as gravações exigiram preparo físico e emocional, já que as cenas envolviam momentos de confronto e batalha. “Minha participação acontece em dois capítulos da novela, mas foram cenas bastante intensas, principalmente as de conflito e da grande batalha que marca a trajetória do personagem”, afirma.

Durante a preparação para o papel, Guidelly participou de um trabalho de prosódia e interpretação para adaptar a fala e compreender o contexto histórico da narrativa. “Tive um dia de preparação de prosódia para trabalhar a fala e buscar uma sonoridade mais adequada ao universo da história”, explica.

O ator também destaca que a novela traz uma proposta narrativa marcada por protagonismo negro e ambientação africana. Parte da trama se passa em Baganda, na África, compondo um cenário que combina drama histórico, romance e conflitos políticos.

“A novela traz protagonistas negros e uma narrativa afrocentrada. Acho que o público pode esperar uma história emocionante e visualmente impactante”, conclui Guidelly.

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