Educação fica mais cara, mas inflação de fevereiro é a menor desde 2020

educacao-desigualdades-brasil.jpg

A educação ficou mais cara em fevereiro, pressionando o custo de vida das famílias brasileiras. Mesmo assim, a inflação registrada no mês foi a menor para um mês de fevereiro desde 2020. Ou seja, embora alguns gastos tenham aumentado, o ritmo geral de alta dos preços no país segue relativamente controlado.

É o que mostram os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do Brasil, divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IPCA subiu de 0,33% em janeiro para 0,70% em fevereiro. Apesar da aceleração, o resultado ainda é bem menor que o registrado em fevereiro do ano passado, quando a inflação chegou a 1,31%.

Puxada por reajuste de escolas, inflação fica em 0,7% em fevereiro

Mas o que isso significa na prática para a vida das pessoas?

Inflação é o aumento dos preços ao longo do tempo. Quando ela sobe, o dinheiro passa a valer menos no dia a dia. Isso significa que a mesma renda precisa cobrir gastos maiores com alimentação, transporte, moradia ou educação.

Todos os meses o IBGE mede esses preços para calcular o IPCA. O índice acompanha uma cesta de produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras, como alimentos, contas da casa, combustível, escola, plano de saúde e transporte.

Em fevereiro, o principal fator que puxou a inflação foi justamente a educação. O grupo registrou alta de 5,21% e respondeu sozinho por cerca de 44% de todo o índice do mês.

Na prática, isso aconteceu porque o início do ano letivo costuma trazer reajustes nas mensalidades escolares. As cobranças pelos cursos regulares subiram em média 6,2%. Os maiores aumentos foram registrados no ensino médio, com alta de 8,19%, no ensino fundamental, que subiu 8,11%, e na pré-escola, com aumento de 7,48%.

LEIA TAMBÉM: Renda média sobe para R$ 2.316 em 2025, mas Norte e Nordeste não aparecem entre os estados mais ricos

Para muitas famílias, esse reajuste pesa diretamente no orçamento. Quando a mensalidade escolar aumenta no início do ano, sobra menos dinheiro para outras despesas, como alimentação, transporte ou lazer.

Além da educação, o grupo Transportes também teve impacto na inflação do mês. As passagens aéreas subiram 11,40%, contribuindo para o aumento do índice.

Por outro lado, alguns preços ajudaram a segurar a inflação. Os combustíveis tiveram leve queda, com redução no preço da gasolina e do gás veicular.

Nos alimentos, o aumento foi moderado. O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,26%. Alguns produtos ficaram mais caros, como o açaí, o feijão-carioca e o ovo de galinha. Já itens importantes na mesa do brasileiro tiveram queda, como arroz, frutas, óleo de soja e café.

Segundo o IBGE, o arroz, por exemplo, já acumula queda de quase 28% nos últimos 12 meses, resultado da maior oferta do produto no mercado. Apesar das pressões pontuais, o resultado geral indica que a inflação continua em um nível relativamente controlado.

O índice acumulado em 12 meses está em 3,81%, abaixo dos 4,44% registrados no período anterior. Isso significa que, embora alguns gastos específicos, como escola, tenham aumentado, o ritmo de alta dos preços no país vem desacelerando.

O próximo resultado da inflação, referente ao mês de março, será divulgado pelo IBGE em 10 de abril.

Deixe uma resposta

scroll to top