Ryan Coogler comenta presença negra rara na disputa por Melhor Direção no Oscar

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O diretor Ryan Coogler comentou o impacto das indicações ao Oscar conquistadas por Pecadores e refletiu sobre a presença limitada de cineastas negros na principal categoria de direção. O filme alcançou 16 nomeações, um marco na história da premiação, e rendeu ao cineasta sua primeira indicação como diretor.

Em entrevista à Variety, Coogler afirmou que evita se concentrar em números e estatísticas para preservar a motivação e o vínculo com o próprio trabalho. Segundo ele, a exposição constante a dados pode gerar desânimo e comprometer o sentido de propósito, o que o leva a proteger o prazer de criar.

Com a indicação, Coogler se tornou apenas o sétimo diretor negro a disputar a estatueta de Melhor Direção. Caso vença, será o primeiro cineasta negro a ganhar o prêmio na categoria. O diretor reconheceu que os números sobre representatividade são desalentadores, mas disse preferir olhar para a trajetória de realizadores negros com quem trabalhou ao longo da carreira, valorizando o que foi construído apesar das barreiras existentes.

O diretor Ryan Coogler comentou o impacto das indicações ao Oscar conquistadas por Pecadores e refletiu sobre a presença limitada de cineastas negros – Foto: reprodução.

Coogler também relativizou a centralidade das premiações. Ele afirmou que o principal reconhecimento está na possibilidade de continuar trabalhando no cinema, escrever roteiros, formar equipes, empregar profissionais sindicalizados e contribuir para a estabilidade de trabalhadores e suas famílias. Para o diretor, a continuidade do trabalho é a maior conquista.

Pecadores acompanha irmãos gêmeos interpretados por Michael B. Jordan que retornam à cidade natal em busca de um recomeço e se deparam com uma ameaça ainda maior do que o passado que tentavam deixar para trás. O elenco inclui Delroy Lindo, Hailee Steinfeld, Omar Benson Miller, Li Jun Li, Lola Kirke e Jayme Lawson.

O longa tem recebido atenção pela abordagem de horror com elementos fantásticos e realistas, além da releitura de figuras folclóricas como vampiros, apresentada sob uma perspectiva própria do diretor.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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