As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata de Minas Gerais deixaram ao menos 32 mortos e 38 desaparecidos desde a noite de segunda-feira (23) e expuseram uma queda expressiva nos recursos estaduais destinados à prevenção e resposta a desastres. Entre 2023 e 2025, o governo de Romeu Zema reduziu os investimentos nessa área de cerca de R$ 135 milhões para R$ 6 milhões, conforme dados do Portal da Transparência do Estado revelados pelo jornal O Globo.
As despesas classificadas como “suporte às ações de combate e resposta aos danos causados pelas chuvas” abrangem gestão de desastres, atendimento emergencial, mitigação de danos em rodovias e prevenção de eventos meteorológicos críticos. Em 2023, o valor empenhado chegou a aproximadamente R$ 134,8 milhões. No ano seguinte, caiu para R$ 41,1 milhões e, em 2025, foi reduzido a R$ 5,8 milhões. Apenas nos dois últimos meses deste ano, o montante destinado à infraestrutura de combate aos temporais somou R$ 16,1 mil. Não há dados disponíveis no Portal de Transparência para essas rubricas referentes ao primeiro mandato do governador, entre 2019 e 2022.

Juiz de Fora concentrou a maior parte das vítimas. A cidade contabilizava 25 mortes e 37 desaparecidos, segundo o Corpo de Bombeiros. Em Ubá, a 111 quilômetros, foram registradas sete mortes e dois desaparecidos. Outras 208 pessoas foram resgatadas com vida em diferentes municípios atingidos.
Diante da destruição, a prefeita de Juiz de Fora, Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública, medida também adotada por Ubá e Matias Barbosa. O reconhecimento federal permite acelerar o envio de ajuda e recursos. Após os temporais, o vice-governador Mateus Simões anunciou a liberação de R$ 38 milhões para Juiz de Fora e R$ 8 milhões para Ubá. O governo estadual informou ainda que equipes do CREA serão enviadas para mapear áreas de risco.
O governo federal reconheceu o estado de calamidade em Juiz de Fora. O presidente Lula manifestou solidariedade às vítimas e informou o envio de uma equipe da Força Nacional do SUS, enquanto a Defesa Civil Nacional permanece em alerta máximo. A Defesa Civil determinou a evacuação total de 24 ruas em quatro bairros da cidade, com previsão de retirada de cerca de 600 famílias.
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