TJSP recorre ao STF contra suspensão de penduricalhos acima do teto

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O Tribunal de Justiça de São Paulo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a decisão que determinou a suspensão de verbas indenizatórias pagas acima do teto constitucional no serviço público. O caso será analisado de forma definitiva pelo plenário da Corte no próximo dia 25 de fevereiro.

O recurso foi protocolado nesta quarta-feira (11) e contesta a liminar concedida pelo ministro Flávio Dino. A medida determinou que benefícios sem base legal, classificados como verbas indenizatórias, sejam interrompidos em até 60 dias. Os pagamentos atingem integrantes dos Três Poderes e ultrapassam o limite remuneratório previsto na Constituição, fixado em R$ 46,3 mil.

O TJSP sustenta que a suspensão não deveria ocorrer antes de o Congresso Nacional regulamentar quais parcelas podem ser excepcionadas do teto. O tribunal argumenta que cabe ao Legislativo estabelecer critérios definitivos sobre o tema e que não seria adequado o Supremo fixar regras substitutivas enquanto a regulamentação não é concluída.

O plenário do STF irá decidir se mantém ou revoga a liminar que suspendeu os chamados penduricalhos considerados ilegais – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil.

No recurso, o TJSP afirmou: “Antes do decurso de prazo razoável a ser assegurado ao legislador para a adoção das medidas legislativas necessárias à regulamentação definitiva pendente não se mostra adequado estabelecer disciplina substitutiva geral, ou seja, não é possível à Suprema Corte, mediante decisão aditiva, fixar o regramento aplicável”.

A Corte paulista também apontou riscos institucionais e administrativos. Segundo o tribunal, a interrupção ampla das parcelas indenizatórias pode gerar desequilíbrio entre entes federativos, comprometer a gestão da Justiça, provocar impactos financeiros irreversíveis e aumentar a insegurança jurídica.

O plenário do STF irá decidir se mantém ou revoga a liminar que suspendeu os chamados penduricalhos considerados ilegais.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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