A Estação Primeira de Mangueira entra na Marquês de Sapucaí neste domingo, 15 de fevereiro, encerrando a noite de desfiles do Grupo Especial com um espetáculo que celebra saberes ancestrais, espiritualidade e identidade amazônica. A Verde e Rosa apresenta o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, inspirado na trajetória do curandeiro e líder cultural Raimundo dos Santos Souza, referência afro-indígena do Amapá.
Com a assinatura do carnavalesco Sidnei França, o desfile propõe uma viagem simbólica pelo Norte do Brasil, destacando rituais, plantas medicinais, tradições populares e a resistência dos povos da floresta. Alegorias grandiosas e fantasias ricas em referências amazônicas prometem transformar a avenida em um cenário de encantamento e celebração das brasilidades.

No carro de som, o intérprete Dowglas Diniz conduz o samba-enredo vencedor da disputa interna, composto por uma parceria de autores que inclui Pedro Terra, Tomaz Miranda e Joãozinho Gomes. A bateria Tem Que Respeitar Meu Tamborim entra com convenções que reforçam a narrativa do enredo, enquanto o casal de mestre-sala e porta-bandeira apresenta coreografias inspiradas em rituais e danças tradicionais.
À frente dos ritmistas, a rainha de bateria Evelyn Bastos desfila em seu 11º ano no posto, consolidando sua relação histórica com a escola e com a comunidade mangueirense. Componentes da escola representam curandeiros, ribeirinhos, povos indígenas e manifestações culturais do Amapá, em alas que celebram a diversidade e a memória da região.
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Última escola a desfilar na noite de domingo, a Mangueira busca emocionar o público e os jurados ao unir tradição, pesquisa histórica e estética contemporânea. Fundada em 1928, a agremiação acumula 20 títulos do carnaval carioca e mantém a tradição de transformar a avenida em palco para narrativas invisibilizadas da história brasileira.









