Três em cada quatro pedidos feitos para polícias estaduais do controles de armas de fogo não tem retornoe falta de transparência dificulta análise das políticas públicas locais
Em estudo realizado pelos institutos Igarapé e Sou da Paz divulgados nesta quinta-feira (5), a grande maioria dos pedidos feitos as polícias dos estados de informação sobre controle de armas de fogo é ignorado ou negado, cerca de 71%. Três em cada quatros pedidos que incluem informações sobre controle e entrada de armas, investigação e rastreamento da origem de armamento apreendido e a gestão do próprio arsenal das polícias são ignorados.
Segundo o levantamento que analisou uma série de questionamentos feitos via Lei de Acesso à Informação (LAI) para as polícias Civil, Científica e Militar dos 26 estados e do Distrito Federal entre 2021 e 2023 a falta de transparência dificulta a análise das políticas públicas locais.

Pesquisa
Para avaliar, o levantamento teve como base cinco perguntas enviadas para as polícias militares e científicas, mais 13 para as civis que tratam de diferentes etapas do processo de controle de armas e munições, sendo divididas nas seguintes categorias:
- controle de entrada e saída de armas apreendidas, furtadas ou roubadas, doadas, destruídas, entre outros;
- investigações realizadas e rastreamentos de origem das armas;
- controle de armas institucionais e armas apreendidas que estão sob cuidados das polícias e orçamentos para este controle;
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Como resultado a pesquisa mostra que 71% dos pedidos foram ignorados ou tiveram respostas negadas, 21% dos pedidos foram respondidos de forma completa e 8% de forma parcial.
Resultado por estado
A pesquisa classificou os estados em seis categorias, pelo nível de atendimento ou não dos pedidos feitos através da Lei de Acesso à Informação (LAI), confira:
- Opaco (0 ponto): Acre, Amapá e Piauí.
- Muito baixo (1 a 19 pontos): Amazonas, Pará, São Paulo, Bahia, Alagoas, Paraná, Paraíba, Rio de Janeiro;
- Baixo: (20 a 39 pontos): Ceará, Rondônia, Santa Catarina, Maranhão, Roraima, Distrito Federal, Minas Gerais e Espírito Santo;
- Médio (46 a 59 pontos): Tocantins, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe e Goiás;
- Bom (60 a 79 pontos): nenhum estado;
- Alto (80 a 100 pontos): nenhum estado;










