A Copa Africana de Nações (CAN) encerrou neste domingo (18) com uma final eletrizante, polêmica e carregada de simbolismo político e cultural. Diante de um estádio lotado na capital marroquina, o Senegal derrotou o Marrocos por 1 a 0 na prorrogação e ergueu seu segundo troféu continental. A CAN foi marcada também pela figura de Michel Mboladinga, que estava presente em todos os jogos da República Democrática do Congo vestido como Patrice Lumumba.
Senegal teve um gol anulado e um pênalti marcado contra nos minutos finais, a equipe ameaçou abandonar o gramado em protesto a arbitragem, mas a estrela e liderança de Sadiou Mané foram fundamentais. O camisa dez buscou a equipe já no túnel para os vestiários chegando a puxar jogadores pelas mãos. O gol de Pape Gueyê sacramentou a vitória de Senegal.
A vitória do Senegal bateu tão forte que ecoou até no Rio de Janeiro, parte comunidade senegalesa que vive na Cidade Maravilhosa se reuniu em um bar em Copacabana e comemorou assistindo ao jogo.
Cover de Patrice Lumumba
Figura que chamou atenção foi o torcedor congolês Michel Mboladinga apareceu nas arquibancadas caracterizado como o histórico líder da República Democrática do Congo, chamando atenção pela semelhança visual e pela carga simbólica de sua performance. Sua presença rapidamente viralizou nas redes sociais e foi celebrada por outros torcedores como uma representação viva de resistência e identidade africana dentro do torneio.
Patrice Lumumba foi o primeiro primeiro-ministro do Congo após a independência do país em 1960 e tornou-se um dos principais símbolos do anticolonialismo no continente. Defensor da soberania nacional e crítico da interferência estrangeira, foi deposto e assassinado poucos meses depois de assumir o cargo, transformando-se em um ícone político e histórico cuja memória ainda inspira movimentos e debates sobre liberdade e autodeterminação na África.
Foto de capa: reprodução redes sociais
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