Em nota divulgada pela Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas, duas crianças do Quilombo de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal, interior do Maranhão, seguem desaparecidas há mais de uma semana após saírem para brincar perto de suas casas, o que tem mobilizado uma grande operação de buscas e provocado forte comoção entre moradores e lideranças quilombolas.
A CONAQ informou que Ágatha Isabelle, de cinco anos, e o irmão Allan Michael, de quatro, desapareceram depois de deixarem a área onde estavam sob cuidado de familiares. Desde então, equipes de segurança pública, voluntários, moradores do território e integrantes de comunidades vizinhas participam de uma força-tarefa para tentar localizar as crianças, enfrentando condições difíceis e o desgaste emocional causado pela incerteza.
A entidade ressaltou que acompanha o caso com apreensão, mas também com expectativa de um desfecho positivo. Já se passam 11 dias desde o início das buscas, período em que centenas de pessoas têm se revezado em incursões por matas, áreas alagadas e estradas rurais da região. A mobilização tem sido descrita como ampla e contínua, apesar do sofrimento e do cansaço de todos os envolvidos.

Na nota pública, a CONAQ destacou ainda que se soma às manifestações de solidariedade e às orações pela localização dos irmãos. O texto menciona que essa esperança foi reforçada após o reencontro de Anderson Kauan, outra criança que havia desaparecido na zona rural do município e foi encontrada por produtores rurais, fato que renovou a expectativa de que Ágatha e Allan também possam ser localizados com vida.
A coordenação quilombola reafirmou seu apoio às famílias e à comunidade de São Sebastião dos Pretos, garantindo que continuará acompanhando o desenvolvimento das investigações e das buscas. A organização defende que as autoridades mantenham todas as medidas necessárias até que o caso seja plenamente esclarecido e resolvido.
Por fim, a CONAQ reforçou a cobrança de que o poder público assegure condições efetivas de segurança e proteção às crianças quilombolas, tanto dentro quanto fora de seus territórios, para evitar que episódios como esse voltem a ocorrer.
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