Idafro recorre ao STF para anular absolvição de Marcão do Povo por injúria racial contra Ludmilla

Ludmilla rebate críticas sobre inglês após show nos EUA: “Rindo com US$ 300 mil a mais”

Ludmilla rebate críticas sobre inglês após show nos EUA: “Rindo com US$ 300 mil a mais”. Foto: Reprodução TMJBrazil

O Supremo Tribunal Federal (STF) foi acionado pelo Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro) para reexaminar a decisão que absolveu o apresentador Marcão do Povo de uma acusação de injúria racial. O fato, que tem como parte a cantora Ludmilla, voltou ao debate público recentemente após manifestações da artista. Ação foi protocolada nesta segunda (12).

O objetivo do Idafro é reverter uma decisão judicial que, mesmo reconhecendo a ofensa, considerou o ocorrido de menor potencial ofensivo e isentou o comunicador de pena. A injúria remonta a 2017, quando, durante o “Balanço Geral DF” da Record TV, Marcão do Povo dirigiu à artista o termo “macaca pobre”.

A repercussão do caso se intensificou após Ludmilla usar suas redes sociais para criticar a sentença e também a emissora SBT, onde o apresentador atualmente comanda o “Primeiro Impacto”. A cantora recusou uma homenagem oferecida pelo canal. Em suas declarações, ela afirmou: “Não posso aceitar uma homenagem enquanto essa mesma emissora segue dando voz, espaço e respaldo a pessoas com atitudes racistas. Isso para mim é incoerente e inaceitável”.

Ludmilla rebate críticas sobre inglês após show nos EUA: “Rindo com US$ 300 mil a mais”
A repercussão do caso se intensificou após Ludmilla usar suas redes sociais para criticar a sentença e também a emissora SBT – Foto: Reprodução TMJBrazil

Em um vídeo, Ludmilla se manifestou novamente, definindo a absolvição como “uma manobra para se livrar das consequências” e sustentando que o apresentador não foi inocentado da ofensa.

Por outro lado, a defesa de Marcão do Povo reagiu às afirmações. O advogado Rannieri Lopes, em declarações ao Metrópoles, argumentou que a cantora estaria promovendo um julgamento paralelo. “O processo durou quase 10 anos. Se ela não conseguiu um bom advogado, a culpa não é nossa”, disse. Ele completou: “Não existe manobra jurídica. Marcão já foi absolvido pelo STJ, mas agora está sendo condenado pela boca da Ludmilla. Ela também responderá pelo vídeo que publicou, difamando e caluniando o apresentador”.

Recentemente, a defesa do apresentador tomou novas iniciativas judiciais, incluindo a apresentação de uma notícia-crime contra Ludmilla e um pedido ao STF para que a ministra Anielle Franco se posicione sobre uma nota do Ministério da Igualdade Racial (MIR) que expressou apoio à cantora. O advogado justificou: “Movemos essa ação para que a ministra se explique em juízo, porque Marcão foi absolvido de qualquer crime de racismo em 1ª instância e pelo STJ”. O órgão federal havia emitido uma nota repudiando o episódio e manifestando solidariedade à artista.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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