“Não há como negar”, diz Procurador Geral da Republica em julgamento de Bolsonaro sobre golpe

sessao-stf_mcamgo_abr_19122023-6.webp

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez fala em defesa da democracia durante julgamento do inelegível ex-presidente, Jair Bolsonaro nesta terça-feira (02), quando ocorre o primeiro dia do julgamento da trama golpista.

“Não há como negar fatos praticados publicamente, planos aprendidos, diálogos documentados e bens públicos deteriorados. Encontra-se materialmente aprovada a sequência de atos destinados a propiciar a ruptura da normalidade do processo sucessório”, disse Gonet.

Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete ex-integrantes do governo. O processo apura alegações de que eles teriam tentado impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva e manter o governo anterior no poder entre o fim de 2022 e o início de 2023, conforme apontamentos feitos pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez fala em defesa da democracia durante julgamento do inelegível ex-presidente, Jair Bolsonaro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

“Para que a tentativa se consolide, não é indispensável que haja ordem assinada pelo presidente da República para adoção de medidas estranhas à realidade funcional. A tentativa se revela na prática de atos e de ações dedicadas ao propósito da ruptura das regras constitucionais sobre o exercício do poder, um apelo ao emprego da força bruta, real ou ameaçada”, argumentou o procurador geral afirmando que o golpe não precisava de assinatura do presidente.

Segundo Gonet, a realização de um ato na Praça dos Três Poderes, que acabou ocorrendo em 8 de janeiro, já era discutida pelo grupo desde pelo menos novembro de 2022. A conclusão se baseia em mensagens trocadas entre Mauro Cid e o militar Rafael de Oliveira, que também é investigado em outro processo relacionado ao caso.

Leia mais notícias por aqui: Câmara de São Paulo aprova projeto que impede homenagens a feminicidas em espaços públicos

Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

Deixe uma resposta

scroll to top