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	<title>Arquivos Djamila - Noticia Preta - NP</title>
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	<description>Jornalismo Antirracista</description>
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	<title>Arquivos Djamila - Noticia Preta - NP</title>
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		<title>Djamila Ribeiro é criticada ao fazer comparação entre Brasil e Palestina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Louise Freire]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jul 2019 16:23:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[Djamila]]></category>
		<category><![CDATA[Palestina]]></category>
		<category><![CDATA[Roger Waters]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nesta terça-feira, dia 02, a escritora e filósofa Djamila Ribeiro publicou, no Twitter, um texto sobre o pedido que Roger Waters, ex-vocalista da banda Pink Floyd, fez ao cantor brasileiro Milton Nascimento. Roger Waters teria escrito uma carta pedindo para Milton Nascimento cancelar a apresentação dele em Israel, em razão dos conflitos com a Palestina. [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/djamila-ribeiro-e-criticada-ao-fazer-comparacao-entre-brasil-e-palestina/">Djamila Ribeiro é criticada ao fazer comparação entre Brasil e Palestina</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
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<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1024" height="522" data-attachment-id="4794" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/djamila-ribeiro/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/07/djamila-ribeiro.jpg" data-orig-size="1200,612" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="djamila-ribeiro" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Crédito: reprodução/Instagram/@djamilaribeiro1&lt;/p&gt;
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<p>Nesta
terça-feira, dia 02, a escritora e filósofa Djamila Ribeiro publicou, no
Twitter, um texto sobre o pedido que Roger Waters, ex-vocalista da banda Pink Floyd,
fez ao cantor brasileiro Milton Nascimento. Roger Waters teria escrito uma
carta pedindo para Milton Nascimento cancelar a apresentação dele em Israel, em
razão dos conflitos com a Palestina. Na publicação, Djamila criticou o pedido
do músico inglês, com uma reflexão sobre a violência no Brasil.</p>



<p>“O que não entendi foi Waters cobrar
coerência de Milton e ter vindo cantar no Maracanã no ano passado, com
ingressos caríssimos. Num estado em que há favelas militarizadas, onde tanques
de guerra passam por vielas, em que a população negra morre cotidianamente
vítima de uma polícia assassina” &#8211; afirmou.</p>



<p>Após essa postagem a filósofa foi atacada por internautas. Horas depois, ela retrucou os ataques, com um desabafo: “Respeito, e muito, a luta do povo palestino. Meu ponto foi tão somente a seletividade. Como não acreditar que estamos em guerra num país em que a cada 23 minutos um jovem negro é assassinado? ”.        </p>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><em><a href="https://noticiapreta.com.br/djamila-x-andreza-e-a-necessidade-de-nos-auto-organizarmos-enquanto-povo-preto/">Leia também: Djamila X Andreza e a necessidade de nos auto organizarmos enquanto povo preto</a></em></p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/djamila-ribeiro-e-criticada-ao-fazer-comparacao-entre-brasil-e-palestina/">Djamila Ribeiro é criticada ao fazer comparação entre Brasil e Palestina</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
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		<title>Djamila X Andreza e a necessidade de nos auto organizarmos enquanto povo preto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 May 2019 02:42:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Djamila]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mariana ReisDoutoranda em Educação, professora do Instituto Benjamin Constant, feminista negra e socialista Não! Este texto não é sobre tretas interativas de rede social&#160; nem tampouco se desdobrará na tentativa de defender uma narrativa mais racional de um dos lados com relação a esta polêmica entre Djamila Ribeiro e Andreza Delgado.É sobre mulheres negras [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p style="text-align:right"><em>Por Mariana Reis<br>Doutoranda em Educação, professora do Instituto Benjamin Constant, feminista negra e socialista</em></p>



<p>Não! Este texto não é sobre tretas interativas de rede social&nbsp; nem tampouco se desdobrará na tentativa de defender uma narrativa mais racional de um dos lados com relação a esta polêmica entre Djamila Ribeiro e Andreza Delgado.É sobre mulheres negras ativistas&nbsp; e referências em seus espaços de atuação que tiveram suas imagens públicas&nbsp; devassadas a partir de desentendimentos ideológicos na internet.</p>



<p>O fato ocorre no dia 13 de abril após a militante Andreza Delgado discordar do posicionamento político  de Djamila Ribeiro em sua conta no Twitter. A  filósofa Djamila ao concordar com a condenação do humorista Danilo Gentilli, dispara seu posicionamento em contraposição  ao  argumento de ativistas anti punitivistas que criticaram a decisão judicial: “<em>Quero saber se quem defende Gentilli do manto do anti punitivismo, faz o mesmo com relação a população negra. Essa defesa me soa mais como corporativismo, legitimação do que Cida Bento denominou como pacto narcísico da branquitude</em>”. A mesma também teceu comentários afirmando que apenas homens brancos ricos discordaram da condenação de Gentilli, insinuando que a pauta anti punitivista possuía um caráter elitista.</p>



<p>Dias depois, após este comentário de Djamila, militantes negras twittaram criticando o posicionamento da mesma . Num destes tweet, Andreza Delgado escreveu:” <em>Oxi, todos os dias. Djamila Ribeiro soltou um texto desrespeitando a discussão posta por nós mulheres anti cárcere, chamou de coisa de branco.”</em></p>



<p> Após o ocorrido,Djamila envia notificação extrajudicial &nbsp;a Andreza pedindo que ela apague o comentário da sua conta em até 72 horas. Andreza não apaga e nesta semana a mesma vem às rede sociais anunciar que havia recebido uma notificação extra judicial de Djamila, podendo assim supostamente se desdobrar num processo judicial. Usando a sua conta de Facebook, Djamila declara que mulheres negras de pele clara tem sido as principais protagonistas de ataques a ela na rede e que por ter a pele retinta, Andreza negra de pele clara a atacou de maneira racista.</p>



<p>Djamila é filósofa feminista, mestre em Filosofia Política&nbsp; e um dos nomes mais conhecidos com relação ao ativismo negro brasileiro. Possui uma rede no Instagram com mais de 400 mil seguidores e se tornou a principal interlocutora de abertura às pesquisas com temáticas relativas ao racismo estrutural e negritude,&nbsp; proporcionando visibilidade a autores como: Juliana Borges, Silvio Almeida, Joice Berth, Carla Akotirene e Adilson Moreira. Em 2016, foi nomeada secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania da cidade de São Paulo. Andreza Delgado de origem periférica, é uma das criadoras do movimento PerifaCon( evento cultural e de quadrinhos nas periferias em São Paulo), uma das maiores representantes na discussão sobre políticas anti cárcere e anti punitivismo em São Paulo e no Brasil.&nbsp; Foi também uma liderança marcante no processo de construção das ocupações de escola de São Paulo em 2015.Em suma, duas mulheres que se reivindicam feministas negras e reconhecidas como referências para inúmeras outras mulheres pretas de diversas vertentes ideológicas.</p>



<p class="has-text-color has-luminous-vivid-orange-color"><strong>O que este fato se desdobra nas mudanças da nossa luta anti racista?</strong></p>



<p>Vivemos uma era cibernética efervescente
nas redes sociais que organiza parte dos movimentos&nbsp; políticos desde&nbsp; o divisor de águas das Jornadas de Junho de
2013. Novas configurações de ativismos políticos foram apresentadas neste novo
espaço ao longo destes 6 anos. Com este crescimento do acesso de militantes
políticos na rede&nbsp; aliado ao surgimento
do fenômeno “ midiativismo”, debates como “Feminismo” e “Luta Anti racista”
foram &nbsp;sendo fomentados, culminando nos assuntos
mais acessados pelos internautas atualmente. Neste&nbsp; mesmo momento, ocorre a expressiva produção e
divulgação de conteúdos formativos destes assuntos &nbsp;pelos chamados “ influenciadores digitais”.
Estes personagens incorporam também a ideia da representatividade em espaços de
redes sociais anteriormente vinculados&nbsp; a
grupos hegemônicos da sociedade: homens brancos, cis,&nbsp; e ricos ou mulheres que correspondem &nbsp;aos esteriótipos da branquitude midiática. </p>



<p>Após o despontar avassalador &nbsp;de influenciadores digitais negros nas redes
sociais, uma série de questões&nbsp; de suma
relevância foram levantadas nos debates cotidianos seja pelos conhecidos “
textões” , vídeos em páginas individuais dos influenciadores &nbsp;ou canais de Youtube. A chamada geração “
tombamento” protagonizada por jovens pretos ( alguns de orientação sexual LGBT)
exibiu uma estética de contestação aos padrões estéticos brancos através de
cabelos, maquiagens e roupas coloridas de moda africana ou de caráter
transgressor. Este movimento possibilitou também a
auto afirmação da negritude em adolescentes que tinham sua auto estima apagada
pelos processos de socialização e escolarização &nbsp;racistas. &nbsp;&nbsp;Deste modo, esta nova geração ressignificou também
seus espaços no mundo real conhecidos muitas vezes como “ quilombos”, através
da música, estética e política. Neste mesmo movimento,&nbsp; destacaram se intelectuais
negros/ negras e formuladores/formuladoras
de opinião nas redes, debatendo questões de suma seriedade tais como: genocídio
&nbsp;e encarceramento da população negra,
crescimento do feminicídio na população das mulheres pretas, cotas raciais na
universidade, aumento de índices de desemprego, depressão
e suicídio e população de rua preta.</p>



<p>As formulações políticas na
internet inicialmente ampliaram o debate junto a sociedade , possibilitando
acesso às pessoas brancas que desconheciam nossos principais problemas&nbsp; de origem estrutural e racista.&nbsp; Um dos maiores exemplos da propagação
positiva destas produções foi&nbsp; a&nbsp; adesão ao feminismo negro , movimento que
cresceu de maneira significativa não só com relação ao seu número de adeptas
nas suas bases como no aumento das produções acadêmicas sobre o assunto.</p>



<p>Porém, iniciou-se ao mesmo tempo
com esse fenômeno, uma&nbsp; fogueira de “
egos”&nbsp; individuais junto a estes
personagens influenciadores digitais. Pela visibilidade midiática em curto
tempo e reconhecimento social em espaços de prestígio, essas figuras públicas
incorporaram comportamentos que fugiam/fogem a lógica do debate democrático em
espaços de militância real. A partir destas tensões e discordâncias no plano da
internet entre as pessoas, iniciou-se a batalha dos prints, escrachos
virtuais&nbsp; e desqualificações de relações
íntimas e imagens públicas. E por fim às vias de fato das discordâncias, a
judicialização das atitudes políticas caso uma das partes apenas discorde do
outro posicionamento.</p>



<p>Neste sentido, a divulgação de
debates cibernéticos como “Estética preta”, “ empoderamento”, “ lugar de fala”
foram elementos fundamentais para a abertura do diálogo inicial maior com a
sociedade. Mas somente isso não nos possibilita a emancipação, pelo contrário,
nos engessa enquanto sujeitos políticos na luta contra o racismo estrutural e o
capital. Por isso, precisamos nos formar academicamente, construir militância
concreta nas bases e estar presente no cotidiano da luta política.</p>



<p>Movimentos negros clássicos que
tentam hoje convocar suas bases sociais para reuniões, multirões em favela e
periferias &nbsp;ou trabalhos de formação
reclamam da falta de adesão presencial das pessoas&nbsp; comparando à décadas passadas em que as redes
sociais não agregavam essa força . A militância mais antiga reivindica maior
estudo e formação das novas gerações, reconhecendo que a maioria do nosso povo
não tem direito “ a lacrar” na internet pois antes tem que garantir sua
sobrevivência diária, desviando das estatísticas cotidianas.</p>



<p>Angela Davis, liderança do
movimento Panteras Negras ao se manter no cárcere em nome da resistência anti
racista , além&nbsp; ser considerada&nbsp; figura símbolo da luta anti punitivista, &nbsp;jamais poderia imaginar que a autora(Djamila)
do prefácio do seu livro “ Mulher, Raça e Classe” publicado no Brasil
poderia&nbsp; notificar uma militante negra
periférica anti proibicionista por discordância ideológica na rede. Além disso, Djamila potencializa munição para o projeto de
dominação da branquitude junto às nossas pautas ao acusar Andressa de se
utilizar do privilégio do “colorismo” para ter atitudes que interpreta como
racista&nbsp; e não apenas dissonantes
politicamente. A auto declaração entre nosso grupo populacional que já atinge o
crescimente 32% &nbsp;em 7 anos segundo IBGE é
resultado de intensas lutas históricas e debates visibilizados pela sociedade
atual.&nbsp; Portanto,se valer deste argumento
num momento de tensionamento de idéias&nbsp;
se configura numa grande cilada política.</p>



<p>As duas mulheres pretas em questão, Djamila e Andreza, reivindicam em suas lutas, &nbsp;a vertente do Feminismo Negro, &nbsp;movimento responsável historicamente por agregar em&nbsp; sua luta, as diversas pautas intersecionais e especificidades de outros grupos de mulheres( indígenas,deficientes, refugiadas). Que possamos aprender de fato com&nbsp; este&nbsp; princípio da inclusão da diferença no plano do debate das idéias também.</p>



<p>O histórico&nbsp; discurso “ <em>Não sou eu uma mulher</em>?” de Sourjoune Truth, mulher escrava e
abolicionista&nbsp; nos Estados Unidos nos
inspira cada vez mais nos unirmos enquanto mulheres negras frente a opressão
racista e dominação sexista. Só através do acumulo de maturidade política e
valorização de espaços de debates políticos presenciais é que enfrentaremos
nossas diferenças e seguiremos firmes na luta.&nbsp;
</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/djamila-x-andreza-e-a-necessidade-de-nos-auto-organizarmos-enquanto-povo-preto/">Djamila X Andreza e a necessidade de nos auto organizarmos enquanto povo preto</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
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