Uma pesquisa realizada na França indica que a discriminação racial atinge uma parcela significativa da população. O levantamento mostra que quase metade dos franceses afirma já ter sido vítima de racismo, com maior incidência entre pessoas percebidas como negras, árabes e asiáticas.
O estudo foi conduzido pelo instituto Ifop em parceria com a Licra e identificou que a discriminação se manifesta em diferentes espaços da vida social, incluindo instituições públicas. A análise aponta que o problema não é isolado e se repete em diversos contextos do cotidiano.
Entre os grupos mais afetados, cerca de 60% das pessoas percebidas como negras, árabes ou muçulmanas relataram ter sofrido episódios de racismo nos últimos cinco anos. A pesquisa também inclui relatos de discriminação contra pessoas de religião judaica.

A escola aparece como o ambiente mais frequente para esses episódios. O levantamento indica que práticas discriminatórias ocorrem em espaços que deveriam garantir formação e convivência, o que evidencia a presença do problema em estruturas centrais da sociedade.
“Quando você é informado de que precisará mudar seu filho de escola porque ele sofre discriminação, trata-se de uma mudança bastante radical. Não há trégua para as vítimas do racismo”, afirmou Léo Major, pesquisador do Ifop ao portal da França RFI.
Diante desse cenário, parte das vítimas relata mudanças no comportamento para evitar novas situações. Mais da metade afirma adotar estratégias de proteção, como evitar determinados locais, modificar a aparência ou esconder a própria origem em ambientes digitais.
Essas práticas são mais frequentes entre grupos minoritários. O levantamento aponta que oito em cada dez judeus e quase seis em cada dez muçulmanos adotam algum tipo de medida preventiva.
Os dados indicam que o racismo permanece presente na sociedade francesa e impacta diretamente o cotidiano de diferentes grupos.
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