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‘O Exército não matou ninguém; o Exército é do povo’, diz Bolsonaro sobre fuzilamento do carro de músico no Rio

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Cinco dias após o carro do músico Evaldo dos Santos Rosa ser fuzilado com 80 tiros , o presidente Jair Bolsonaro decidiu, enfim, se posicionar. Nesta sexta-feira (12), Bolsonaro deu uma declaração, no mínimo, infeliz classificando o episódio como ‘incidente’ e ‘lamentou a morte do cidadão trabalhador, honesto’.

O músico foi assassinato pelo Exército no domingo (7), no Rio, quando o carro que dirigia foi alvo dos tiros disparados por soldados do Exército. Os militares dizem que confundiram o carro com o de criminosos.

“O Exército não matou ninguém, não. O Exército é do povo e não pode acusar o povo de ser assassino, não. Houve um incidente, uma morte.”

Bolsonaro comentou o assassinato de Evaldo em um evento em Macapá, e disse que a morte está sendo apurada: ” Uma perícia já foi pedida para que se tenha certeza do que realmente aconteceu naquele momento e o Exército, na pessoa de seu comandante, vai se pronunciar sobre este assunto e, se for o caso, eu me pronuncio também. Nós vamos assumir a nossa responsabilidade e mostrar o que realmente aconteceu para a população brasileira.

O Exército, que inicialmente tratou o músico como assaltante, mudou sua versão e determinou a prisão em flagrante de 10 dos 12 militares ouvidos, segundo eles “em virtude de descumprimento de regras de engajamento”. Na quarta-feira (10), a Força lamentou a morte de Evaldo e disse “jamais” admitir ou compactuar “com eventuais condutas” que conflitem com o compromisso de “absoluto respeito à dignidade humana”.

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