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Massacre: Homem que matou 10 pessoas nos EUA, ameaçou alunos em escola, em 2021 

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Payton Gendron, de 18 anos, responsável pelo massacre no último sábado (14), na cidade de Buffalo, Nova York, EUA, já foi detido em 2021 por ter ameaçado realizar um tiroteio durante a formatura na escola em que estudava. 

Loca isolado após o ato considerado “terrorista” – Foto: Stringer/Reuters

O homem foi direcionado para uma avaliação psicológica, fico dois dias no local e foi liberado. Na época, ele não foi acusado de nenhum crime. Segundo as investigações das autoridades norte-americanas, o ataque realizado no dia 14 de abril teve motivação racial. O atentado ocorreu em um supermercado da franquia Tops Friendly Markets, no bairro predominantemente negro, da cidade de Buffalo, deixou 10 pessoas mortas e 3 feridas, sendo 11 vítimas negras. 

A chacina foi transmitida ao vivo por Payton na Twitch TV, plataforma de streams, através de uma câmera que estava no seu capacete. No momento da ação, o criminoso usava um colete à prova de balas e roupas com estilo militar. O agressor disparou primeiro contra quatro pessoas no estacionamento do supermercado, três morreram, e logo em seguida entrou na loja e continuou atirando, explicou o xerife da cidade. Um segurança, policial aposentado que trabalha no local, tentou impedir o homem, mas foi morto.

As imagens da câmera mostram o assassino saindo correndo do estabelecimento e indo no estacionamento para recarregar a arma. Já na gravação da Twitch, aparece também quando aponta para uma pessoa branca encolhida atrás de um caixa, mas logo em seguida diz “desculpa” e não atira.

Homem branco, preso pelo atentado em Buffalo, acreditava que negros vão substituir brancos

Payton Gendron publicou um manifesto na internet com 180 páginas em que informa detalhadamente o minucioso planejamento da sua ação. Pelo documento, ele deixa claro a utilização como inspiração de outras chacinas, por exemplo, o assassinato de 51 muçulmanos em mesquitas da cidade neozelandesa de Christchurch, em 2019.

Gendron também teve como base a teoria supremacista branca da “grande substituição” de negros por brancos, criada pelo francês Renaud Camus em 2012, e que passou a ser utilizada por personalidades conservadoras americanas, como o apresentador Tucker Carlson. 

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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, por nota informou que o ato é contrário ao que o país defende. “Qualquer ato de terrorismo doméstico, incluindo um ato cometido em nome de uma repugnante ideologia de nacionalismo branco, é antitético a tudo o que defendemos nos Estados Unidos”. Binden fará uma visita a Buffalo nesta terça-feira (16), segundo a Casa Branca.

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