Os presídios do Rio de Janeiro vão passar por uma reformulação no fornecimento de refeições aos detentos. A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária abre nesta segunda-feira (26) uma licitação estimada em R$ 1,3 bilhão para contratar empresas que assumirão a alimentação em todas as unidades do estado pelos próximos dois anos.
A principal mudança é a centralização do serviço. Hoje, cada região ou presídio mantém contratos próprios, o que resulta em formatos diferentes de atendimento. A proposta do novo edital é concentrar tudo em um modelo único, com regras padronizadas para cardápio, quantidade e qualidade das refeições.
Com a contratação em escala estadual, o governo espera diminuir despesas e aumentar o controle sobre a execução do serviço. A avaliação é de que a fragmentação atual dificulta a fiscalização e contribui para problemas recorrentes, como falhas na entrega e desigualdade no fornecimento entre as unidades.

Pelas novas regras, cada pessoa presa deverá receber cinco refeições por dia. As empresas vencedoras também terão que informar diariamente o total de alimentos preparados e distribuídos, permitindo acompanhamento mais rigoroso e maior transparência para órgãos de controle.
O edital ainda inclui exigências relacionadas à gestão de recursos, como medidas para reduzir desperdícios e tornar mais eficiente o uso de insumos durante o preparo e a logística das refeições.
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