Governo federal corta impostos do diesel para reduzir impacto da alta do petróleo

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O governo federal anunciou a eliminação dos tributos PIS e Cofins sobre o óleo diesel como tentativa de conter os efeitos da alta dos combustíveis no Brasil. A medida foi divulgada nesta quinta-feira (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ocorre em meio à disparada do preço do petróleo no mercado internacional.

O diesel é considerado um combustível estratégico para a economia brasileira por ser amplamente utilizado no transporte de cargas e em atividades ligadas ao agronegócio. O governo afirma que a redução de impostos busca evitar que o aumento internacional do petróleo provoque impacto direto no custo de alimentos e no transporte.

Além da desoneração do diesel, o pacote anunciado inclui aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, incentivo financeiro a produtores e importadores do combustível e medidas de fiscalização para garantir que a redução de custos seja repassada ao consumidor final.

O anúncio foi feito em entrevista coletiva em Brasília, com a presença de ministros do governo, entre eles Fernando Haddad, da Fazenda; Rui Costa, da Casa Civil; Alexandre Silveira, de Minas e Energia; e Wellington César Lima e Silva, da Justiça.

Durante a coletiva, Lula afirmou que as medidas buscam impedir que a crise internacional do petróleo afete o custo de vida da população. “Asmedidassa~oAs medidas sãoAsmedidassa~o para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come”.

As ações foram anunciadas como temporárias e são justificadas pela instabilidade provocada pelo conflito envolvendo o Irã no Oriente Médio. A escalada militar na região provocou forte volatilidade no mercado de petróleo.

O diesel é considerado um combustível estratégico para a economia brasileira por ser amplamente utilizado no transporte de cargas no agro – Foto: Gervásio Batista/Agência Brasil.

Nos últimos dias, o barril do tipo Brent voltou a ultrapassar US$ 100 no mercado internacional. A alta é atribuída aos ataques do Irã a estruturas petrolíferas no Golfo Pérsico e ao fechamento do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas globais de transporte de petróleo.

Mesmo após a Agência Internacional de Energia autorizar a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas estratégicas (a maior operação coordenada pela entidade) o cenário internacional continua pressionando os preços.

No Brasil, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou na quarta-feira (11) que não há necessidade imediata de reajuste da gasolina. A Petrobras também não indicou mudanças no momento. A presidente da empresa, Magda Chambriard, avaliou que ainda há incerteza sobre a evolução dos preços no mercado internacional.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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