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Filme “Medida Provisória” tem a segunda melhor estreia nacional de 2022 

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Medida Provisória”, filme de estreia de Lázaro Ramos como diretor, é a segunda melhor estreia nacional de 2022 em termos de arrecadação. O longa levou 100 mil pessoas aos cinemas e arrecadou R$ 1,8 milhão no fim de semana de estreia. Ficou atrás apenas da comédia “Tô Ryca 2”, protagonizada por Samantha Schmutz, que teve R$ 2,2 milhões em ingressos e 125 mil espectadores no primeiro final de semana. As informações dão da Comscore, parceira reconhecida para planejamento, transações e avaliação de mídia em diferentes plataformas digitais. 

Tais Araújo e Alfred Enoch em cena do filme – Foto: Divulgação

No enredo do filme, Seu Jorge (André), Taís Araújo (Capitú), Alfred Enoch (Antonio), interpretam, respectivamente, um jornalista, uma médica e um advogado. O elenco ainda é composto pelas atrizes Adriana Esteves e Renata Sorrah, além da estreia do rapper Emicida como ator. A trama é ambientada no Brasil num distópico futuro próximo. Na trama, após um advogado pedir indenização ao Estado brasileiro pelo tempo de escravização. O governo, como reparação social, decreta uma medida provisória para enviar os negros, que chama de “cidadãos de melanina acentuada”, de volta à África. 

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O filme está em cartaz nas principais redes de cinema do país. Em 2020, o longa levou o troféu de melhor roteiro para Lázaro Ramos e Lusa Silvestre e os corroteristas Aldri Anunciação e Elísio Lopes Jr. no Indie Memphis Film Festival, nos Estados Unidos. Já em 2021, recebeu os prêmios de melhor direção e de melhor ator para Alfred Enoch no Pan African Film, em Los Angeles. 

Em recente entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Lázaro explicou o motivo para o atraso do lançamento do filme. Ele revelou que um membro do governo Bolsonaro puxou um boicote ao filme: “O filme está pronto desde 2019, em 2020 nós estrearíamos e mesmo assim não conseguimos a assinatura da Ancine pra trocar a distribuidora, que distribuiria o longa no Brasil e no exterior. O que se sabe é que um membro do governo puxou boicote ao filme, sem ter assistido, dizendo que o filme foi feito para falar mal do tal Messias. Depois disso, a assinatura não vinha, depois de solicitações recorrentes. A assinatura chegou depois de a gente adiar a estreia do filme por quatro vezes, a gente depois não tinha mais desculpas pra dar porquê o filme não estava estreando. A gente teve que relatar a imprensa o que estava acontecendo. A imprensa começou a falar sobre censura através da burocracia. A assinatura chegou somente após que isso foi noticiado.”, disse. 

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