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Em livro, ex-advogado de Trump diz que presidente qualificou latinos e negros de “estúpidos”

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Um livro-bomba que revela todo o racismo e as trapaças do presidente americano Donald Trump será lançado nesta terça-feira (08). Escrito por Michael Cohen, ex-advogado de Donald Trump, o livro “Disloyal: A memoir” (Desleal: Uma memória), descreve o magnata norte-americano como “um mentiroso, uma fraude, um assediador, um racista, um predador, um aproveitador”. As informações são da rede CNN, que teve acesso ao livro.

Entre as histórias de racismo e egocentrismo do atual presidente dos Estados Unidos, Cohen conta que os três filhos mais velhos de Trump foram até seu escritório em 2015, após o empresário ter anunciado a intenção de se candidatar à nomeação republicana, querendo que o pai se retirasse da campanha. Nessa época, Trump declarou que o México mandava para os Estados Unidos traficantes de droga, criminosos e estupradores, justificando assim a instalação de um muro na fronteira com o país do sul. O medos dos filhos do magnata era que a fala de Trump “matasse a empresa”.

Segundo o ex-advogado, o empresário não estava preocupado com a possibilidade da campanha afetar os seus negócios: “Além disso, nunca terei o voto hispânico (…) Como os negros são demasiado estúpidos para votarem Trump. Não são a minha gente”, teria dito o presidente norte-americano de acordo com o livro de Cohen.

Trump pagou sósia de Obama só para ‘demiti-lo’

O racismo de Trump não aceitava ver a família Obama na Casa Branca. Antes da eleição presidencial em 2016, o magnata pagou um ator para interpretar Barack Obama, o então presidente na época, e simular sua demissão, como no programa “O Aprendiz”, que Trump apresentava.

“Me diga um país liderado por um homem negro que não seja uma porcaria. Eles são todos uns lixos”, teria dito o atual presidente dos EUA ao então advogado.

Conforme divulgado pela CNN, o livro retrata que o atual presidente foi, por inúmeras vezes, racista e preconceituoso: “Eu nunca teria o voto hispânico. Como os negros, eles são muito burros para votar no Trump. Eles não são a minha galera”, teria dito o atual presidente a Cohen durante a campanha de 2016.

Segundo o livro, Trump classificava os negros norte-americanos e imigrantes de origem hispânica, como “criminosos e estupradores”.

Cohen trabalhou durante anos para Trump e para outros empresários e poderosos dos Estados Unidos. Em dezembro de 2018, ele foi condenado a três anos de prisão por violar as leis de financiamento da campanha eleitoral, evasão fiscal, declarações falsas a um banco, além de comprar o silêncio de mulheres que afirmavam ter tido relacionamentos com Trump.

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