Ícone do site Notícia Preta

Desemprego é o maior problema para 25% dos brasileiros, afirma pesquisa 

APOIE O NOTÍCIA PRETA

Recente pesquisa divulgada pela EXAME/IDEIA revela que para 25% dos brasileiros o desemprego é o maior problema do país na atualidade. Já a falta de saúde vem logo em seguida, com 18%, seguido de inflação, com 17% das pessoas que dizem ser o principal problema. Em todas as regiões do país, a percepção de que a falta de empregos é o principal problema do Brasil está na casa dos 20%, número similar ao geral.  

Foto: Pexels

O levantamento revela que o cenário muda de figura quando se analisa por classe econômica. Entre as pessoas que estão na faixa A e B, o desemprego é o maior problema para 38% dos entrevistados. Nas classes D e E, este número cai para 6%. Entre os mais pobres, a falta de saúde é a maior queixa, com 48%. 

Leia também: Desemprego ainda atinge 12 milhões de brasileiros, afirma IBGE 

Os números fazem parte da sondagem que ouviu 1.500 pessoas entre os dias 18 e 22 de fevereiro. As entrevistas foram feitas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-05955/2022 e é um projeto que une EXAME e o IDEIA, instituto de pesquisa especializado em opinião pública. 

Vale ressaltar que no último dado divulgado pelo IBGE na semana passada, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 11,1% no quarto trimestre de 2021. Isso representa um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com o trimestre anterior. 

Com 13,9 milhões de pessoas sem um trabalho de carteira assinada, o Brasil tem a sexta maior taxa de desemprego do mundo, segundo um ranking elaborado pela agência de classificação de risco Austin Rating. O levantamento é feito com dados de 42 países que divulgaram informações sobre o último mês de 2021. 

Vale lembrar que a inflação alta vem corroendo a renda real, com o rendimento dos trabalhadores encerrando 2021 no menor nível da série histórica. Situação que é agravada pelo número recorde de informais, alta da subocupação e inflação (alta dos preços) acima de dois dígitos, o que eleva os preços nos supermercados e da gasolina, por exemplo. 

Sair da versão mobile