‘Passaram de todos os limites’, Davi Brito denuncia ataques racistas contra irmã de 9 anos e cobra responsabilização

Davi Brito e família - Foto: Reprodução Redes Sociais

Davi Brito e família - Foto: Reprodução Redes Sociais

O influenciador e ex-BBB Davi Brito denunciou os ataques racistas e xenofóbicos direcionados à sua irmã caçula, de 9 anos. As ofensas ocorreram nas redes sociais após a divulgação de fotos em família. Segundo ele, os comentários não tinham relação com comportamento ou exposição pública, mas reproduziam práticas de racismo estrutural, o que gerou repercussão nas plataformas digitais.

Davi publicou registros das mensagens e afirmou que sua equipe avalia medidas judiciais cabíveis. Em uma das declarações, o influenciador afirmou: “Eu exijo respeito”. Ele também destacou o impacto emocional da violência direcionada a crianças negras. “Minha irmã não deveria precisar ser forte. Ela deveria apenas ser criança. Se vocês acham normal destilar ódio contra uma menina preta por causa de uma foto, o problema nunca esteve em nós”, escreveu.

Davi Brito e família - Foto: Reprodução Redes Sociais
Davi Brito e família – Foto: Reprodução Redes Sociais

O ex-BBB afirmou ainda que sua família vive sob vigilância constante desde sua vitória no reality show e criticou a cobrança desproporcional sobre pessoas negras. “Uma família preta não pode errar, não pode cansar, não pode ter um dia ruim. Não pode existir fora do padrão que vocês criaram”, disse.

A assessoria de imprensa do influenciador divulgou nota de repúdio condenando os ataques. No comunicado, afirma que as agressões “ultrapassam qualquer limite de crítica e se configuram como ataques preconceituosos e inaceitáveis, que ferem não apenas a família, mas toda uma comunidade que luta diariamente por respeito, igualdade e dignidade”. A nota reforça que racismo é crime e “não pode ser relativizado como opinião”.

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No Brasil, após a Lei 14.532/2023, racismo e injúria racial são equiparados. A pena prevista é de reclusão de 2 a 5 anos, além de multa. O crime é inafiançável e imprescritível, podendo ser julgado a qualquer tempo. A legislação prevê agravantes quando cometido por funcionário público, em contextos esportivos, culturais, religiosos ou por meio de redes sociais. Em alguns casos, também pode haver proibição de frequentar determinados locais por até três anos.

O caso reforça o debate sobre violência racial digital, especialmente quando direcionada a crianças negras, e reacende discussões sobre responsabilização jurídica e combate ao ódio nas redes sociais no Brasil.

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