O Chelsea anunciou a contratação de Liam Rosenior, técnico do Strasbourg, para assumir o comando da equipe principal, de acordo com informações da BBC Sports. O profissional de 41 anos se torna apenas o segundo treinador negro a dirigir o clube londrino, seguindo os passos de Ruud Gullit.
Até hoje a primeira divisão da Inglaterra, considerada a liga mais competitiva e mais importante, só teve 11 técnicos negros:
- Ruud Gullit – Chelsea, Newcastle United
- Chris Hughton – Tottenham (interino), Newcastle United, Norwich City, Brighton
- Jean Tigana – Fulham
- Paul Ince – Blackburn Rovers
- Darren Moore – West Brom
- Terry Connor – Lobos (zeladores)
- Nuno Espírito Santo – Wolves, Tottenham
- Hayden Mullins – Watford (interino)
- Chris Ramsey – Queens Park Ranger
- Patrick Vieira – Crystal Palace
- Vincent Kompany – Burnley
A escolha tem um forte significado simbólico. Paul Canoville, primeiro jogador negro a defender o Chelsea, em 1982, vê a nomeação como um poderoso sinal para as novas gerações. “Quando crianças veem alguém como o Liam à frente do clube que elas torcem, alguém que se parece com elas, que vem de uma origem semelhante e carrega valores sólidos, isso é transformador. Mostra que existe um caminho possível”, declarou Canoville em conversa com o jornal The Telegraph.
Ativista que combate o racismo por meio de sua fundação, com apoio institucional do Chelsea, Canoville ressaltou a evolução do clube. Ele citou nomes como Paul Elliott, primeiro capitão negro, Ken Monkou, Didier Drogba e o atual capitão Reece James como exemplos de uma trajetória de inclusão.

No campo esportivo, Rosenior é visto como a melhor opção. Sua carreira no banco de reservas inclui passagens pelas categorias de base do Brighton e períodos à frente de Derby County e Hull City, onde quase alcançou os playoffs da segunda divisão inglesa. Como jogador, atuou como lateral-direito em clubes como Fulham e Reading.
A confirmação de Rosenior o coloca ao lado de Nuno Espírito Santo, do West Ham, entre os poucos técnicos negros atuando na Premier League. A decisão do Chelsea representa um avanço significativo na busca por maior diversidade nos principais cargos de comando do futebol.
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