Cerro Porteño faz publicação antirracista para cumprir punição da Conmebol, mas torcedores reagem com comentários racistas

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O clube paraguaio foi punido pela Conmebol, pelas ofensas ao jogador do Palmeiras

O Cerro Porteño-PAR lançou uma campanha antirracista em suas redes sociais na última terça-feira (11), como parte das punições da Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol), após o caso de racismo contra o jogador Luighi, do Palmeiras. Apesar da iniciativa do clube, a publicação da campanha gerou uma onda de comentários racistas, com fotos de macacos.

A ação divulgada pelo clube diz: “O futebol nos une. O racismo nos divide” e conta com a participação de todos os jogadores da equipe sub-20 paraguaia. Mas nos comentários da ação, usuários publicaram imagens de macacos, algumas delas usando a foto do jogador brasileiro, que foi alvo de ataques racistas por parte de torcedores do Cerro Porteño durante um jogo da Libertadores Sub-20. A presidente do clube, Leila Pereira, também foi provocada.

Publicação do Cerro Porteño nas redes sociais/ Foto: Reprodução

Além disso, na ação os atletas evidenciam que “A cor da nossa pele não determina nossa habilidade. A nacionalidade não define nossa paixão pelo futebol. O respeito é a camisa que todos vestimos. Somos mais fortes juntos. Futebol é um jogo de equipe, sem preconceitos, porque o racismo não tem lugar no nosso campo, nem nas arquibancadas, nem em campo”.

A Conmebol, além de exigir a publicação da campanha, multou o Cerro Porteño em 50 mil dólares (cerca de R$ 290 mil), que deve ser paga em até 30 dias da notificação ao clube, e determinou que o time jogue as próximas partidas com portões fechados.

Veja abaixo os comentários:

Imagem ofendendo e ironizando o jogador/ Foto; Reprodução X
Mencionando a presidente do Clube/ Foto; Reprodução X


Entenda o caso

Durante a partida entre Palmeiras e Cerro Porteño, válida pela Libertadores Sub-20, um torcedor paraguaio proferiu ofensas racistas contra o atacante Luighi, do Palmeiras. A transmissão da TV flagrou o momento em que um homem imitou um macaco em direção ao atleta, que deixava o campo para ser substituído. Em seguida, Luighi comunicou ao árbitro que foi chamado de “macaco”.

Após o final do jogo e a denúncia do jogador na entrevista, o ocorrido repercutiu, e clubes brasileiros e jogadores entraram em defesa do atleta palmeirense. O Palmeiras, por meio de nota oficial, declarou apoio aos seus jogadores, e a presidente do clube enfatizou que iria até as últimas instâncias para buscar punição aos responsáveis pelo ato.

Leia também: Conmebol aplica sanções ao Cerro Porteño por racismo direcionado a Luighi, jogador do Palmeiras

Caique Marques

Caique Marques

Natural do Rio Grande do Sul/Porto Alegre, morador do Rio de Janeiro, graduando de Jornalismo na Universidade Estácio de Sá, atualmente estagiário da assessoria de imprensa da Agência Nacional de Saúde e concilio com o trabalho voluntário como jornalista do Portal Voz das Comunidades. Tem formação técnica em Publicidade e experiência nos setores de redação, marketing, publicidade e produção. Apaixonado por jornalismo esportivo, mas fanático por futebol e basquete.

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