O cearense João Marinho Neto, de 112 anos, passou a ser oficialmente reconhecido como o homem mais velho do mundo, de acordo com confirmação do Guinness World Records divulgada nesta quinta-feira. O novo recorde foi registrado após a morte do britânico John Tinniswood, que também tinha 112 anos e faleceu na última segunda-feira.
Conforme dados do LongeviQuest, grupo internacional que monitora supercentenários e serve de base para o Guinness, João alcançou a marca de 112 anos e 52 dias. Ele já detinha os títulos de homem mais velho do Brasil e da América Latina e agora se torna o último homem vivo nascido em 1912.
Natural de Maranguape, na região metropolitana de Fortaleza, João nasceu em 5 de outubro de 1912. Filho de agricultores, mudou-se ainda criança com a família para a zona rural de Apuiarés. Desde pequeno ajudava o pai nas tarefas do campo, cuidando do gado e colhendo frutas. Depois de casado, manteve a tradição familiar, cultivando milho e feijão e criando animais como bois, cabras, porcos e galinhas.

Pai de sete filhos, avô de 22 netos, 15 bisnetos e três tataranetos, ele vive atualmente em um lar de idosos por causa de um problema de visão, apontado pela família como sua única limitação de saúde.
Sobre a longevidade, o Guinness registrou: “João disse que o segredo para a vida longa é estar cercado de boas pessoas e manter por perto os amados”.
O filho, Marcos Vinícius, contou como é a rotina do pai. “Ele mora lá e vive naturalmente bem, se alimenta bem, dorme bem, conversa, entende tudo, conhece todo mundo. Os filhos, ele conhece pela voz”. Ele acrescentou: “É um homem alegre, feliz e recebe todo mundo bem, muito educado, muito gente boa demais com todo mundo, e vive a vida dele normalmente lá no lar dos idosos, muito bem cuidado”.
A família comemorou o reconhecimento. “A gente se sente muito feliz mesmo. Todo mundo está feliz, todo mundo ganhando, junto, essa felicidade de ter um pai com esse título”. Segundo Marcos, João ainda pergunta com frequência: “Tem outra pessoa que tem a idade que eu tenho?”.
Leia mais notícias por aqui: Tribunal de Justiça de Santa Catarina derruba lei que proibia cotas raciais no estado









