A Páscoa de 2026 será mais econômica e intimista para grande parte dos brasileiros. Pesquisa “Pulso Páscoa”, realizada pela Hibou Pesquisas em parceria com a Score Agency, mostra que 53% dos consumidores pretendem gastar menos neste ano, enquanto 40% afirmam que vão passar a data em casa, sem receber visitas.
O dado reflete um cenário de orçamento apertado e mudança no comportamento de consumo. Em vez de grandes reuniões ou viagens, os brasileiros têm optado por celebrações menores: 70% pretendem fazer almoços em família, enquanto apenas 6% planejam viajar. A escolha indica uma tentativa de manter a tradição sem comprometer ainda mais as finanças.

Mesmo com a redução de gastos, o significado da data permanece. Para 46%, a Páscoa representa a ressurreição, e 44% ainda a veem como um feriado religioso. Entre os católicos, práticas como evitar carne na Sexta-feira Santa continuam relevantes para 41% dos entrevistados.
O impacto da inflação também aparece na percepção do consumidor. Cerca de 80% afirmam que os ovos de Páscoa estão mais caros, e 66% consideram que a data se tornou mais comercial. Diante disso, há uma mudança clara nas escolhas: barras de chocolate, caixas de bombom e produtos em promoção passam a substituir os tradicionais ovos.
A compra também ficou mais estratégica. Em vez de presentear várias pessoas, o consumidor está mais seletivo: 34% compram apenas para crianças da família, 27% para os filhos e 20% para parceiros. Outros 20% afirmam que não pretendem comprar chocolate neste ano.
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Além disso, o ponto de venda segue sendo decisivo na jornada de compra. Mais da metade dos consumidores (55%) dizem que definem suas escolhas a partir dos preços encontrados nas lojas físicas ou online, reforçando que promoções e combinações de produtos influenciam diretamente a decisão final.
O cenário revela uma adaptação das famílias brasileiras diante da pressão econômica. A Páscoa não deixou de existir, mas mudou de formato: menos consumo, mais planejamento e escolhas guiadas pelo bolso, realidade que atinge principalmente a classe trabalhadora, que precisa equilibrar tradição e orçamento em um contexto de renda limitada.










