Trabalho infantil atinge principalmente adolescentes mais velhos, cerca de 55,7% dos casos envolvem jovens de 16 e 17 anos aponta pesquisa feita pelo IBGE
O trabalho infantil segue sendo uma realidade para milhões de crianças e adolescentes no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 1,6 milhão de pessoas entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil, o equivalente a aproximadamente 4,2% dessa faixa etária. O levantamento também mostra que menos de 1% dos casos que envolve crianças e adolescentes trabalhando de forma ilegal foram alcançados por ações de fiscalização.
Embora seja o menor patamar da série histórica, o número de casos ainda revela um problema estrutural persistente e a falta de fiscalização evidencia a fragilidade das políticas de combate ao problema. O principal grupo atingido pelo trabalho infantil são os adolescentes mais velhos, cerca de 55,7% dos casos envolvem jovens de 16 e 17 anos, enquanto 22,8% têm entre 14 e 15 anos e 21,6% estão na faixa de 5 a 13 anos. A incidência cresce com a idade, chegando a mais de 14% entre adolescentes de 16 e 17 anos.

Regionalmente, o Nordeste concentra o maior número absoluto de crianças trabalhando, seguido pelo Sudeste e Norte. Já o Norte apresenta a maior proporção relativa, refletindo desigualdades socioeconômicas profundas.
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De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o trabalho infantil inclui atividades que prejudicam a saúde, o desenvolvimento físico e mental ou interferem na escolarização. Especialistas apontam que pobreza, informalidade, desigualdade regional e baixa escolaridade dos responsáveis estão entre os principais fatores que mantêm crianças e adolescentes trabalhando.









