O governo brasileiro se manifestou por meio de uma nota no site do Governo Federal, na última quarta-feira (2), sobre os ataques do Irã contra Israel. A nota expressa a preocupação do governo em relação à guerra entre os países, condenando a escalada do conflito e o lançamento de mísseis — cerca de 200 mísseis foram enviados a Israel, configurando o maior ataque de mísseis balísticos da história.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), há uma necessidade urgente de um cessar-fogo em todo o Oriente Médio. A nota também enfatiza que a comunidade internacional precisa utilizar instrumentos diplomáticos eficazes para encerrar o conflito.

O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, já havia se posicionado sobre a situação na manhã de quarta-feira, diante do Conselho de Segurança: “O ciclo mortal precisa parar, e o tempo está se esgotando”, disse ele, destacando que os civis estão pagando o preço. Antes disso, Israel havia declarado o Secretário-Geral como uma “persona non grata”.
Esse termo indica que um representante oficial estrangeiro não é mais bem-vindo no país. Essa situação já havia ocorrido anteriormente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao comparar os ataques de Israel na Faixa de Gaza ao extermínio de judeus, assim como comandado por Hitler no passado.
A rivalidade entre Israel e Irã remonta a 1979 e se tornou um dos principais focos de tensão no Oriente Médio. Em outubro de 2023, o Hamas atacou Israel, e a reação israelense foi enviar tropas para Gaza. Em abril, houve um ataque israelense ao consulado do Irã, que resultou na morte de dois generais.
À medida que a guerra entre os países se intensifica, cerca de 3 mil brasileiros expressaram o desejo de deixar o Líbano, onde a maioria dos brasileiros no Oriente Médio está concentrada. O Brasil enviou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para que os cidadãos fossem repatriados.
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