Argentina que responde por injúria racial diz novamente estar “morrendo de medo” após prisão decretada

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A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez virou ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio, e passou a ser alvo de prisão preventiva determinada pela Justiça. Depois da decisão, ela publicou vídeos nas redes sociais afirmando estar “morrendo de medo” e “desesperada” com a possibilidade de ser presa.

A 37ª Vara Criminal aceitou a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro e decretou a custódia cautelar por risco de fuga e pelo entendimento de que a acusada manteve o comportamento ofensivo mesmo após ser alertada de que a conduta configurava crime no Brasil.

O caso ocorreu em 14 de janeiro. A denúncia descreve que Agostina se dirigiu a um funcionário usando o termo “negro” de forma pejorativa, chamou pessoas de “mono”, palavra que em espanhol significa macaco, fez gestos imitando o animal e repetiu xingamentos como “negros de m…” e “monos”. Um vídeo com as cenas circulou nas redes sociais e motivou a investigação da Polícia Civil.

Com o avanço do processo, ela se tornou ré. Após a ordem de prisão, gravou depoimentos dizendo: “Estou desesperada, morrendo de medo, e faço este vídeo para que a situação que estou vivendo ganhe repercussão”. Também afirmou: “Tenho medo de ser prejudicada ao fazer este vídeo, de que meus direitos sejam ainda mais violados”.

A argentina nega as acusações e sustenta que o episódio teria sido uma “brincadeira” com amigas e fez vídeo em suas redes –  Foto: Reprodução redes sociais

Esta é a segunda vez que Agostina diz estar com medo, Em conversa com o veículo argentino, Agostina descreveu o impacto emocional do processo. “Estou presa, com medo.” “No Brasil, o crime de discriminação e racismo é grave, é por isso que tudo isso acontece”, afirmou em entrevista ao Info Del Estero logo após receber tornozeleira.

A argentina nega as acusações e sustenta que o episódio teria sido uma “brincadeira” com amigas. Em outra publicação, escreveu: “Espero que sejam levados em consideração”, seguido de “Estelionato, fraudes, assédio, perseguição”, sem detalhar.

Antes do mandado, a Justiça havia determinado o uso de tornozeleira eletrônica. “Recebi uma notificação de que há um mandado de prisão preventiva contra mim por risco de fuga, sendo que estou com tornozeleira eletrônica e estou à disposição da Justiça”, afirmou. Até a última atualização, não havia confirmação de prisão ou apresentação às autoridades. O advogado informou que ela cumprirá as medidas judiciais.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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