Gastos com educação representam uma parcela revelante das despesas das famílias brasileiras, mesmo para aquelas que tem filhos em escolas públicas
Material escolar se junta a uma lista extensa de despesas obrigatórias para milhões de famílias brasileiras em janeiro que pesam no orçamento. Cadernos, mochilas, lápis, canetas, papel, estojos e uniformes compõem um gasto que chega antes mesmo do início do ano letivo e se soma a contas como aluguel, alimentação, transporte, IPVA e IPTU.
Do ponto de vista do orçamento familiar, dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE mostram que os gastos com educação representam uma parcela relevante das despesas das famílias brasileiras, especialmente quando concentrados em um único período do ano. Mesmo para estudantes da rede pública, onde não há mensalidade, o custo com materiais e uniformes é inevitável.

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Diferenças nos preços
Pesquisas realizadas por órgãos de defesa do consumidor mostram que a variação de preços dos itens escolares pode ser extrema. Um levantamento do Procon Goiás, por exemplo, identificou diferenças de até 577,78% para o mesmo produto em lojas diferentes. Em alguns casos, um lápis preto foi encontrado por preços que variavam de R$ 0,90 a R$ 6,10, dependendo do estabelecimento.
No estado de São Paulo, uma pesquisa do Procon-SP mostrou variações que ultrapassam 260% em itens básicos, como réguas, cadernos e apontadores, reforçando que a falta de padronização de preços torna a pesquisa prévia essencial para reduzir os custos da compra.
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Além da diferença entre lojas, o valor final da lista pode mudar significativamente conforme a marca exigida. Levantamentos de Procons municipais indicam que uma lista com cerca de 30 a 35 itens pode custar mais que o dobro dependendo das escolhas feitas, o que amplia a pressão financeira no início do ano.
Com o calendário escolar se aproximando, o desafio se repete: garantir que crianças e adolescentes comecem o ano letivo com o material necessário, sem que isso signifique começar o ano no vermelho.









