“Os atletas tinham que se posicionar mais”, diz volante do Vasco sobre combate ao racismo

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O volante do Vasco, Tchê Tchê, defendeu punições mais severas para casos de racismo no futebol e cobrou um posicionamento mais incisivo dos atletas. Para ele, é necessária uma resposta mais rigorosa dentro e fora dos estádios. Tchê Tchê também destacou que não tem receio de se manifestar publicamente e sugeriu que outros jogadores adotem postura semelhante.

“Os atletas tinham que se posicionar mais. Não fico com esse receio de me posicionar e não fujo disso”, afirmou Tchê Tchê a rádio Itatiaia. O camisa 3 afirmou que a luta contra o preconceito precisa ser constante e que medidas brandas, como prisões de torcedores seguidas de soltura, não são suficientes.

Mesmo sendo atleta de alto rendimento, o volante relatou que ainda sofre preconceitos velados no dia a dia, como olhares de estranhamento em determinados ambientes. Ele avaliou que o problema é estrutural e não pode ser tratado como algo comum.

“Não dá para fechar os olhos ou simplesmente achar que não acontece. Vemos isso no dia a dia”, disse.

Ao comentar os episódios envolvendo o atacante Vinícius Jr., Tchê Tchê disse não ver perspectiva de mudança no cenário.

“Virou clichê falar disso. Acho que não vai mudar. As punições acontecem e são de formas brandas”, lamentou.

Ele classificou a repetição do debate como “clichê” e afirmou que, enquanto as punições seguirem brandas, a situação permanecerá. O jogador concluiu que o atleta do Real Madrid está certo em não baixar a cabeça e insistir na luta.

O volante do Vasco, Tchê Tchê, defendeu punições mais severas para casos de racismo no futebol e cobrou um posicionamento mais incisivo – Foto: reprodução Vasco Tv.

Mais um caso

O destaque do Mundial Sub-12 na Espanha foi o meia P.H. Neto, camisa 10 do Palmeiras. Natural de João Pessoa, o jovem chamou a atenção europeia pelas atuações decisivas, com jogadas e gols que o tornaram a figura de maior impacto da competição, mesmo após a eliminação de sua equipe.

A trajetória do atleta, porém, foi marcada por um episódio grave. Após uma partida de destaque contra o River Plate, o menino de 12 anos sofreu insultos racistas e agressões dentro de campo. Ele deixou o gramado visivelmente abalado, sentado no banco de reservas em lágrimas, após ser atacado por adversários.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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