Renda média sobe para R$ 2.316 em 2025, mas Norte e Nordeste não aparecem entre os estados mais ricos

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O rendimento domiciliar per capita no Brasil chegou a R$ 2.316 em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística com base na PNAD Contínua. Apesar do avanço em relação a 2024, quando o valor era de R$ 2.069, o ranking dos estados revela uma concentração de renda nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Nenhum estado do Norte ou Nordeste aparece entre os cinco maiores rendimentos do país.

O Distrito Federal lidera com R$ 4.538, seguido por São Paulo, com R$ 2.956, Rio Grande do Sul, com R$ 2.839, Santa Catarina, com R$ 2.809, e Rio de Janeiro, com R$ 2.794. Na sequência aparecem Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso. Ao todo, nove estados e o Distrito Federal superaram a média nacional.

Na outra ponta, Maranhão registrou o menor rendimento domiciliar per capita, com R$ 1.219. Outros estados do Nordeste e do Norte também ficaram abaixo da média nacional, como Bahia, com R$ 1.465, Ceará, com R$ 1.390, Alagoas, com R$ 1.422, e Pará, com R$ 1.420.

Os dados evidenciam desigualdades regionais históricas. Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Nordeste é a região com maior proporção de população preta e parda do país. A Bahia concentra 80,8% de sua população autodeclarada preta ou parda, o maior percentual entre os estados brasileiros. Salvador figura entre as capitais com maior presença afrodescendente no mundo, enquanto Serrano, no Maranhão, tem 58,5% da população autodeclarada preta.

O levantamento do IBGE define o rendimento domiciliar per capita como a razão entre o total dos rendimentos nominais dos domicílios e o número de moradores, considerando rendimentos de trabalho e outras fontes. Os valores de 2025 foram calculados a partir das primeiras visitas da PNAD Contínua realizadas ao longo dos quatro trimestres do ano.

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A divulgação atende à Lei Complementar 143/2013, que estabelece critérios para a distribuição do Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal. O indicador também é utilizado pelo Tribunal de Contas da União no cálculo de repasses federais.

Após impactos na coleta durante a pandemia de covid-19, o IBGE informou que a metodologia voltou ao padrão anterior a partir de 2023, com base na primeira visita domiciliar. Embora o rendimento médio nacional tenha crescido nos últimos anos, a distribuição regional demonstra que as áreas com maior proporção de população negra permanecem entre as que registram menores níveis de renda no país.

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