Foram registrados em 2024, 1.127 casos de feminicídio em 16 unidades da federação. Desses casos, 148 vítimas já tinham realizado o pedido de medida protetiva
De acordo com a pesquisa Retrato dos Feminicídios no Brasil, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 13,1% das mulheres vítimas de feminicídio no Brasil em 2024 foram assassinadas mesmo tendo uma Medida Protetiva de Urgência (MPU) em vigor. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (4).
Ao todo, 1.127 feminicídios foram registrados, em 16 unidades da federação brasileira. Desses casos, 148 vítimas tinham proteção judicial contra o seu agressor no momento do crime. A pesquisa também revela que os dados só contemplam 16 estados por uma dificuldade técnica das polícias em extrair essa informação de forma automatizada e ausência de banco de dados padronizado para todo o país.

Estados com dados acima da média nacional
Entre os estados analisados, os números mudam bastante e em alguns casos chamam ainda mais atenção. No Acre, por exemplo, 25% dos casos de feminicídio envolveram mulheres que já tinham medida protetiva. Isso significa que 1 em cada 4 vítimas já havia recorrido à Justiça pedindo proteção.
No Mato Grosso, o índice é de 22,2% ou seja, pouco mais de 2 a cada 10 mulheres assassinadas já estavam sob proteção judicial.
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Em São Paulo, o percentual é de 21,7%, também acima da média nacional. Na prática, isso quer dizer que em cerca de um quinto dos feminicídios no estado, a vítima já tinha conseguido uma medida protetiva na Justiça.
Em 2025, pesquisas mostram o aumento do feminicídio no país, cerca de 34% em relação ao ano de 2024. No ano passado, foram registrados 6.904 vítimas de casos consumados e tentados de feminicídio no país.










