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	<title>Arquivos mineração - Noticia Preta - NP</title>
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	<description>Jornalismo Antirracista</description>
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	<title>Arquivos mineração - Noticia Preta - NP</title>
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		<title>Sete anos após desastre, mulheres negras de Brumadinho ainda enfrentam insegurança alimentar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thayan Mina]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Feb 2026 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[mineração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, comunidades rurais ao longo do rio Paraopeba ainda convivem com insegurança alimentar e perda de autonomia. Entre os atingidos, mulheres negras concentram a maior parte das responsabilidades familiares e enfrentam impactos mais duradouros do desastre ocorrido em janeiro de 2019, que deixou 272 mortos [&#8230;]</p>
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<p>Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, comunidades rurais ao longo do rio Paraopeba ainda convivem com insegurança alimentar e perda de autonomia. Entre os atingidos, mulheres negras concentram a maior parte das responsabilidades familiares e enfrentam impactos mais duradouros do desastre ocorrido em janeiro de 2019, que deixou 272 mortos e contaminou o território com rejeitos de mineração. </p>



<p>Dados da Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social mostram que mulheres lideram 73% dos núcleos familiares atingidos, e 64% delas se declaram negras. Além de responderem pela organização doméstica, elas também participam majoritariamente dos espaços de discussão sobre reparação. Em comissões comunitárias, a presença feminina supera 70%, segundo dados apurados e divulgados em primeira mão pela Gênero e Número.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1170" height="700" data-attachment-id="227071" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/sete-anos-apos-desastre-mulheres-negras-de-brumadinho-ainda-enfrentam-inseguranca-alimentar/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil.webp" data-orig-size="1170,700" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="barragem brumadinho tania rego agencia brasil" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil-300x179.webp" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil-1024x613.webp" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil.webp" alt="" class="wp-image-227071" style="width:436px;height:auto" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil.webp 1170w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil-300x179.webp 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil-1024x613.webp 1024w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/02/barragem-brumadinho-tania-rego-agencia-brasil-768x459.webp 768w" sizes="(max-width: 1170px) 100vw, 1170px" /><figcaption class="wp-element-caption"><em>Sete anos após o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, comunidades rurais ao longo do rio Paraopeba ainda convivem com insegurança alimentar &#8211; Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil.</em></figcaption></figure></div>


<p>A dificuldade de acesso à comida se intensificou com a dependência de supermercados distantes e renda limitada. Em áreas rurais, o custo do transporte e os preços mais altos em comércios locais reduzem ainda mais as opções alimentares. Em períodos de chuva, comunidades ficam isoladas por dias, impossibilitando a compra de mantimentos.</p>



<p>Estudos conduzidos pela Universidade Federal de Minas Gerais identificaram que 35% das famílias atingidas vivem em insegurança alimentar. Apenas 15% consomem a quantidade recomendada de frutas e hortaliças, enquanto aumentou o consumo de alimentos ultraprocessados. A pesquisa também apontou redução de renda em um terço dos domicílios e aumento das despesas com alimentação em 92% deles.</p>



<p>O cenário é agravado por entraves no acesso ao Programa de Transferência de Renda, criado no acordo de reparação. Famílias sem contas formais em seu nome tiveram pedidos negados. Com o encerramento previsto do programa, entidades e o <a href="https://novo.brumadinho.mg.gov.br/">município de Brumadinho</a> acionaram a Justiça para manter um auxílio mensal. O Ministério Público de Minas Gerais defendeu a continuidade do benefício, enquanto a Vale sustenta que já cumpriu integralmente suas obrigações. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais deve decidir o tema em julgamento marcado para 5 de março.</p>



<p>Leia mais notícias por aqui: <a href="https://noticiapreta.com.br/stf-adia-para-25-de-marco-julgamento-sobre-suspensao-de-penduricalhos/">STF adia para 25 de março julgamento sobre suspensão de penduricalhos</a><br></p>
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		<title>Vale volta a ser maior produtora de minério do mundo após histórico de desastres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thais Bernardes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 14:49:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[mineração]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Vale voltou a ocupar em 2025 o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo, sete anos após perder a liderança global. A mineradora atingiu produção anual de 336 milhões de toneladas, superando as 327,3 milhões da anglo australiana Rio Tinto. O resultado foi divulgado no relatório de produção e vendas da [&#8230;]</p>
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<p>A Vale voltou a ocupar em 2025 o posto de maior produtora de minério de ferro do mundo, sete anos após perder a liderança global. A mineradora atingiu produção anual de 336 milhões de toneladas, superando as 327,3 milhões da anglo australiana Rio Tinto. O resultado foi divulgado no relatório de produção e vendas da companhia nesta terça feira (27), que também aponta crescimento de 6 por cento na produção do quarto trimestre, com 90,4 milhões de toneladas.</p>



<p>O desempenho reforça a recuperação operacional da empresa no mercado internacional de commodities. O complexo S11D, em Carajás no Pará, registrou recorde de 86 milhões de toneladas no ano. As vendas de finos de minério somaram 273 milhões de toneladas em 2025, alta de 4,9 por cento. O preço médio do produto ficou em 91,6 dólares por tonelada. No cobre e no níquel, a companhia também registrou crescimento de produção e vendas, ampliando sua posição no setor de mineração.</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img decoding="async" width="888" height="591" data-attachment-id="224289" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/vale-maior-produtora-minerio-desastres/recep-o-sede-da-vale-rio-ag-ncia-vale/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2026/01/recep-o-sede-da-vale-rio-ag-ncia-vale.jpg" data-orig-size="888,591" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="recep-o-sede-da-vale-rio-ag-ncia-vale" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;Foto: Agência Vale&lt;/p&gt;
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<p>A retomada da liderança global ocorre em paralelo a um histórico recente marcado por dois dos maiores desastres socioambientais do Brasil. Em 2015, o rompimento da barragem de Fundão, operada pela Samarco, joint venture entre Vale e BHP, despejou 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos na bacia do Rio Doce. Dezenove pessoas morreram e comunidades inteiras foram destruídas. A lama percorreu cerca de 700 quilômetros até o Oceano Atlântico, afetando fauna, flora, pesca e abastecimento de água em dezenas de municípios.</p>



<p>Quatro anos depois, em 2019, a barragem da mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, rompeu liberando 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos. O desastre matou 270 pessoas e contaminou a bacia do Rio Paraopeba. O episódio levou ao bloqueio judicial de 11 bilhões de reais do caixa da empresa para reparação dos danos. O Ibama aplicou multa de 250 milhões de reais.</p>



<p>Estudos posteriores apontaram contaminação por metais pesados em rios e córregos das regiões atingidas, além de impactos prolongados na saúde pública e no meio ambiente. Relatórios técnicos também indicaram falhas de segurança em barragens do tipo montante, modelo utilizado nas estruturas que colapsaram.</p>



<p>Apesar das penalidades, a companhia passou por reestruturação societária em 2017 e adotou nova política de mercado e dividendos. Desde então, suas ações acumularam valorização de 83 por cento. Enquanto amplia produção e receitas, os processos de reparação e responsabilização seguem em curso, mantendo em debate o equilíbrio entre desempenho econômico e segurança socioambiental no setor mineral brasileiro.</p>
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		<title>Relatório revela ação anti-indígena e climática durante gestão Bolsonaro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Mar 2023 12:31:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Meio Ambiente]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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		<category><![CDATA[economia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Observatório da Mineração e o monitor socioambiental Sinal de Fumaça lançam, nesta segunda-feira (27) o relatório Dinamite pura: como a política mineral do governo Bolsonaro armou uma bomba climática e anti-indígena, traçando uma linha do tempo do setor mineral durante a gestão anterior. O estudo detalha ainda a situação de órgãos regulatórios, violações de [&#8230;]</p>
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<p>O Observatório da Mineração e o monitor socioambiental Sinal de Fumaça lançam, nesta segunda-feira (27) o relatório Dinamite pura: como a política mineral do governo Bolsonaro armou uma bomba climática e anti-indígena, traçando uma linha do tempo do setor mineral durante a gestão anterior.</p>



<p>O estudo detalha ainda a situação de órgãos regulatórios, violações de direitos, acordos e outras medidas adotadas pelo ex-governo, que poderiam beneficiar o mercado de minérios no país e no mundo. A publicação resulta do trabalho das duas instituições que atuam no monitoramento da pauta mineral e da crise socioambiental brasileira.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="59992" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/951773-mineradora_20-2/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2023/03/951773-mineradora_20-edited.jpg" data-orig-size="1170,658" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="951773-mineradora_20" data-image-description="" data-image-caption="&lt;p&gt;A mineração no chamado Morro do Ouro, liderada pela empresa canadense Kinross Gold Corporation, representa a principal atividade industrial para a geração de emprego e renda na região (José Cruz/Agência Brasil)&lt;/p&gt;
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<p><em>&#8220;Nos últimos quatro anos, a cobertura dos veículos de comunicação apresentou as faces de um governo autoritário e ineficaz. Nossa análise, porém, mostra que a gestão Bolsonaro foi muito eficiente em facilitar o acesso a terras e minérios. A &#8216;boiada&#8217; também passou no setor mineral, ligada ao enfraquecimento do licenciamento socioambiental e ao descontrole no uso da terra, provocando a tragédia humanitária em curso nos territórios indígenas&#8221;</em>, declara Rebeca Lerer, coordenadora do Sinal de Fumaça.</p>



<p>A partir da cobertura feita pelo Observatório, o Dinamite Pura rememora fatos que ajudam a explicar como o país chegou a situações gravíssimas de influência corporativa, degradação ambiental e violações de direitos, e pontua como essa bomba climática e antiambiental não pode ser colocada somente na conta de Jair Bolsonaro.</p>



<p>Ainda de acordo com o relatório, o ex-presidente engrossou e deu escala a medidas iniciadas na gestão de Michel Temer (MDB) &#8211; 2016 a 2018 &#8211; e as metas de&nbsp;aumento da participação do setor mineral no Produto Interno Bruto (PIB) dos atuais 3% para até 10%, como foi o objetivo expresso de Bolsonaro e Arthur Lira (PP) em articulação com parlamentares e órgãos da administração federal.&nbsp;</p>



<p>&#8220;O primeiro escalão do governo Bolsonaro estendeu um tapete vermelho para o <em>lobby</em> mineral em Brasília desde o início da gestão. As consequências para as populações atingidas direta e indiretamente e para o meio ambiente foram trágicas&#8221;, explica Maurício Angelo, diretor do Observatório da Mineração e pesquisador do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília.</p>



<p>Observatório da Mineração acompanhou as articulações adotadas pelo governo Bolsonaro no âmbito nacional e internacional. O Dinamite Pura revela ainda que a cúpula bolsonarista promoveu mudanças legais e infralegais que beneficiaram grandes mineradoras, fizeram <em>&#8220;explodir as redes criminosas do garimpo ilegal e colocaram instituições como o Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Mineração totalmente subservientes a interesses escusos, como investigações mostraram&#8221;</em>.</p>



<p><strong>Destaques da </strong><strong>Linha do Tempo</strong></p>



<p><strong>2019</strong></p>



<p>O ano de 2019 foi o pontapé inicial para as principais movimentações do governo no setor mineral: a tragédia em Brumadinho (MG) sem punições práticas aos envolvidos no crime; o convite à exploração e a atividades minerais em terras indígenas e zonas de fronteira no maior e mais importante do mercado de mineração no mundo, o Prospectors &amp; Developers Association of Canada (PDAC); o anúncio da meta de ampliação da mineração de urânio no país, passando por cima da Constituição Federal; a criação da Frente Parlamentar Mista da Mineração (FPM) no Congresso; o grupo de trabalho lançado pelo governo para acelerar a tramitação e liberação de outorgas e concessões para mineradoras e ainda a instituição de uma força-tarefa para formalizar grupos de garimpo de ouro no estado do Pará, são os destaques do ano trazidos pela publicação.&nbsp;</p>



<p><strong>2020</strong></p>



<p>A principal medida do ano de 2020 foi o envio do projeto de <strong>lei 191/2020</strong>, promessa de campanha de Bolsonaro, para liberar a mineração e exploração agrícola em terras indígenas, ignorando a Constituição Federal e desrespeitando os direitos territoriais das populações indígenas. Chamado de “PL da morte” por lideranças indígenas, o projeto de lei segue parado no Congresso. </p>



<p>Também foi destaque no ano a proposta de <strong>guilhotina regulatória</strong>, um mecanismo criado pela Agência Nacional de Mineração com a consultoria da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), para cortar, desobstruir e avançar com a legislação em benefício do setor mineral e das grandes mineradoras. Reuniões com garimpeiros e parlamentares que pressionam pela atividade na Amazônia, a portaria assinada pelo governo definindo a mineração como atividade essencial em meio à pandemia de Covid 19 e mais o lançamento do Programa Mineração e Desenvolvimento estão presentes no boletim.&nbsp;</p>



<p><strong>2021</strong></p>



<p>O período foi marcado pelo forte <em>lobby</em> de empresários do garimpo, que nunca estiveram tão próximos das autoridades federais, até participando da agenda do ex-vice-presidente Hamilton Mourão. Com a criação de uma política de minerais estratégicos, o governo de Bolsonaro recebeu dezenas de projetos de empresas como Vale, Sul Americana de Metais, Potássio do Brasil, Belo Sun e outras, sem o envolvimento ou a avaliação de qualquer conselho ambiental ou do próprio Ministério do Meio Ambiente. </p>



<p>O ano teve ainda a aprovação do PL 3729, pela Câmara dos Deputados, que enfraquece a política de licenciamento ambiental, abrindo caminho para outros desastres como o de Brumadinho.&nbsp;</p>



<p><strong>2022</strong></p>



<p>A costura política para seguir apoiando grandes empresas e a exploração do patrimônio nacional, principalmente em território indígena, manteve o fôlego no Congresso em 2022, mesmo com o racha do grupo de deputados federais que prometeu entregar o texto do Novo Código de Mineração, encomendado por Arthur Lira e pelo ex-presidente Bolsonaro. </p>



<p>Já no início do ano, o relatório destaca a aprovação de subsídios no valor de 3,3 bilhões de reais pelo governo para o financiamento de termelétricas que funcionam a carvão; a aprovação de dois decretos que favorecem o garimpo; o uso da guerra na Ucrânia como joguete político para a aprovação do PL 191/2020. </p>



<p>Além disso, houve também a agenda de Bolsonaro com Elon Musk em um suposto trato para que Musk monitorasse a Amazônia, mas tendo como pano de fundo o interesse do empresário na exploração massiva de minerais críticos para o investimento no setor de veículos elétricos; e a abertura dada por Bolsonaro ao mercado de lítio no país, mexendo com a geopolítica da América Latina e favorecendo diretamente grandes multinacionais como a Tesla, de Elon Musk. </p>



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<p>Os resultados das práticas governamentais ficaram explícitos no aumento do garimpo ilegal em terras indígenas em 632% de 2010 a 2021, de acordo com o Mapbiomas. </p>



<p>Um dos principais escândalos divulgados no período pré-eleitoral foi o apoio financeiro dado à reeleição de Bolsonaro por donos de mineradoras denunciados por homicídio pelo rompimento da barragem de rejeitos de Itabirito (MG) em 2014. Os donos da Herculano Mineração doaram, em conjunto, 750 mil reais à campanha de Jair Bolsonaro.&nbsp;</p>
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