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	<title>Arquivos Cinema Atlântico Negro - Noticia Preta - NP</title>
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	<description>Jornalismo Antirracista</description>
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	<title>Arquivos Cinema Atlântico Negro - Noticia Preta - NP</title>
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		<title>Cine África estreia dia 10 de setembro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Igor Rocha]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2020 16:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este ano, o evento será on line, mas ainda gratuito com filmes, entrevistas e cursos Estreia na próxima quinta-feira (10) a Mostra de Cinemas Africanos e, dentro dela, o mais uma edição do Cine África. Este ano, devido a pandemia da COVID-19, o evento será de forma virtual e contará com a apresentação de vários [&#8230;]</p>
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<p class="has-text-align-center"><em>Este ano, o evento será on line, mas ainda gratuito com filmes, entrevistas e cursos</em></p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" data-attachment-id="15696" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/akasha-2018-de-hajooj-kuka-sudao-01-cred-big-world-cinema/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/09/aKasha-2018-de-hajooj-kuka-Sudao-01-cred-Big-World-Cinema-scaled-1.jpg" data-orig-size="2560,1073" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;1&quot;}" data-image-title="aKasha-2018-de-hajooj-kuka-Sudao-01-cred-Big-World-Cinema" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/09/aKasha-2018-de-hajooj-kuka-Sudao-01-cred-Big-World-Cinema-scaled-1-300x126.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/09/aKasha-2018-de-hajooj-kuka-Sudao-01-cred-Big-World-Cinema-scaled-1-1024x429.jpg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2020/09/aKasha-2018-de-hajooj-kuka-Sudao-01-cred-Big-World-Cinema-1024x429.jpg" alt="" class="wp-image-15696"/><figcaption><em>Cena do filme sudanês AKasha (2018), de hajooj kuka &#8211; Foto: Big World Cinema</em></figcaption></figure></div>



<p>Estreia na próxima quinta-feira (10) a Mostra de Cinemas Africanos e, dentro dela, o mais uma edição do Cine África. Este ano, devido a pandemia da COVID-19, o evento será de forma virtual e contará com a apresentação de vários títulos de ficção e documentários, alguns inéditos no Brasil.&nbsp;</p>



<p>A Mostra será realizada em 12 sessões, legendadas em português, e traz obras &#8211; curta e longa metragens &#8211; de destaque de Burkina Faso, Camarões, Egito, Etiópia, Nigéria, Quênia, Senegal e Sudão e serão exibidas no site da plataforma Sesc Digital. </p>



<p><strong>Filmologia inédita</strong></p>



<p>Todas as quintas-feiras, a partir do dia 10 de setembro, até o final de outubro, a Mostra lançará um filme novo. Além disso, está previsto um bate-papo com o tema “cinemas africanos em contexto digital”.&nbsp;</p>



<p>Todas as informações sobre a Mostra estão disponíveis no site <a rel="noreferrer noopener" href="https://mailtrack.io/trace/link/71c8f8f1ec9c815f9e46267b90e63dc025a488aa?url=http%3A%2F%2Fmostradecinemasafricanos.com%2F&amp;userId=4908515&amp;signature=e4d1b17f01eb35fb" target="_blank">mostradecinemasafricanos.com</a>.</p>
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		<title>Resistência preta na cultura</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Notícia Preta]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 05 Oct 2019 11:05:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Geral]]></category>
		<category><![CDATA[André Lemos]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema Atlântico Negro]]></category>
		<category><![CDATA[Clementino Júnior]]></category>
		<category><![CDATA[DJ Bieta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por Mariana Reis “ Todo artista tem que ir aonde o povo está..”Uma das canções mais emblemáticas da carreira de Milton Nascimento traduz hoje a filosofia de coletivos pretos que produzem arte atualmente no estado do Rio de Janeiro. Em tempos de um avanço neoconservador e direta influência de bases fundamentalistas religiosas na política, os [&#8230;]</p>
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<p><em>Por Mariana Reis</em></p>



<p>“ <em>Todo artista tem que ir aonde o povo está..”</em>Uma das canções mais emblemáticas da carreira de Milton Nascimento traduz hoje a filosofia de coletivos pretos que produzem arte atualmente no estado do Rio de Janeiro. Em tempos de um avanço neoconservador e direta influência de bases fundamentalistas religiosas na política, os investimentos públicos destinados a produções culturais, que abordam temáticas destinadas à “raça”, estão se tornando cada vez mais limitados ou se extinguindo. <br></p>



<p>A última notícia publicada &#8211; no dia 16 de setembro de 2019 pelo jornal Globo &#8211; afirma que o presidente Jair Bolsonaro não aprova produções cinematográficas destinadas a narrativas de negritude e homossexualidade. Diante disso, a Ancine rescindiu o termo de permissão para ajuda de custo dos filmes “ Greta” e “ Negrum 3”. Outra notícia de extrema censura e cerceamento do governo a atuação da Ancine é o cancelamento da estreia do filme “ Mariguella” produzido pelo ator Wagner Moura no dia 20 de novembro de 2019 (Feriado da Consciência Negra).<br></p>



<p>Contrariando todo este cenário sombrio&nbsp; de censura  e apagamento dos símbolos da negritude nos espaços da cultura pelos governos vigentes(municipal e estadual) , iniciativas potentes tem subvertido essa&nbsp; tentativa do genocídio cultural às nossas produções no Rio de Janeiro( seja no cinema, no teatro, na música ou na dança).<br></p>



<p>Um dos exemplos é o cinema negro que emerge diante desta neblina de intolerância e tempos de ódio em que se cerceia o poder de criação dos cineastas. Historicamente, artistas negros foram retratados majoritariamente por representações negativas nas narrativas cinematograficas, fixando assim estereótipos associados ao serviçal, subalternizado, atrasado, animalesco ou perigoso. Reproduz- se assim a continuidade das estruturas do racismo com referências de um cinema colonialista.<br></p>



<p>Fazendo o contraponto com esta lógica através de seu trabalho, o cineasta <strong>Clementino Junior</strong> coordena o projeto <strong>CAN (Cinema Atlântico Negro) </strong>que recentemente completou 11 anos, sediando- se no Terreiro&nbsp; Contemporâneo, espaço conhecido como quilombo das artes negras. O projeto visa utilizar o cinema como instrumento pedagógico para a educação, trabalhando na formação crítica e profissionalizante dos novos cineastas e disseminando produções cinematográficas com recorte étinico racial. Ao explicar o foco deste trabalho de resistência, Clementino Junior enfatiza a intenção do projeto:&nbsp;<br></p>



<p><em>“Minha cinematografia, acredito é &#8220;marginal&#8221; até dentro de mostras com&nbsp; recortes étnicos, talvez por uma questão geracional (os destaques do atual &#8220;cinema negro brasileiro&#8221; estão entre os 24 e 30 anos de idade) e tem um diálogo mais direto em linguagem e urgências do que o tipo de filme que faço, mas a produção constante dos meus filmes com protagonismo negro, anterior inclusive à criação do CAN &#8211; Cineclube Atlântico Negro, é a minha forma particular de contar histórias a partir de meu lugar enquanto homem preto no mundo. E como me preparei a vida toda, de maneira autodidata, para cumprir o máximo de funções na cadeia do audiovisual, consigo ter uma produção constante que em raros momentos precisa de algum apoio financeiro para ser finalizado. Normalmente tenho a colaboração de parceiros de longa data e ex-alunos que se aprimoraram a partir de meus cursos, seguindo nos estudos em audiovisual, e contribuindo e &#8220;me alimentando&#8221; de arte e criatividade em minha produção.”</em><br></p>



<p>O mesmo acredita que os cineclubes e as oficinas populares de audiovisual são as melhores formas de inclusão cidadã pois acredita que se reduz as desigualdades&nbsp; no acesso a bens de consumo, possibilitando a democratização do cinema da arte para além dos Blackbusters. Nesta linha de pensamento, Clementino aconselha os novos cineastas que desejam abraçar projetos críticos:</p>



<p>&nbsp;<em>“Assistam filmes feitos por pretos no século XX, mas assistam também obras feitas em outras realidades não ocidentais, e assistam de forma crítica o cinema hegemônico, invertendo a lógica de apropriação cultural a seu favor, na técnica e linguagem, e impondo outras formas de contar histórias. E inspirado em um nordestino, Paulo Freire, buscar a partir de suas obras narrativas sobre &#8220;o anúncio&#8221; para além da &#8220;denúncia.”</em><br></p>



<figure class="wp-block-image"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="960" height="640" data-attachment-id="6352" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/img-20190916-wa0056/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056.jpg" data-orig-size="960,640" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="IMG-20190916-WA0056" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056-300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056.jpg" alt="" class="wp-image-6352" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056.jpg 960w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056-300x200.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190916-WA0056-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p>Clementino Junior é o coordenador do projeto Cinema Antlântico Negro.<em>Foto: Stefano Fígalo</em><br></p>



<p>E por falar em novas gerações da comunidade preta, outra vertente da Arte que parece está revolucionando a cena cultural fluminense é chamado “ Teatro preto”.Os espetáculos liderados e produzidos por artistas negros possuem 85% do público também negro. Este movimento visibiliza uma geração não só de atores como autores, produtores, técnicos e diretores de espetáculos. Coloca -se na centralidade de discussões destas novas produções, temáticas principais como: racismo estrutural, ancestralidade africana, genocídio e militarização dos corpos negros, masculinidade negra, solidão da mulher negra, colorismo e representatividade da população negra em espaços de poder. É pertinente lembrar neste contexto frutífero que este ano faleceu a atriz Ruth de Souza, primeira atriz negra a atuar no Teatro Musical e a primeira brasileira indicada a um prêmio internacional de cinema, principal ícone desta nova safra de artistas.&nbsp; Outra inspiração para estas novas companhia  é o Teatro Experimental de Abdias, experiência artística que engajou-se na luta de combate e desigualdade social através da sua linguagem.&nbsp;</p>



<p>Seguindo similaridade na intenção cultural e política do seu trabalho, a <strong>Confraria do Impossível</strong> é um grupo de atores negros que se apresenta como forma de resistência às estatísticas de assassinatos da juventude negra, além de ter como norte às suas produções, a revolta popular junto as políticas genocidas do Estado.O ápice da consagração do grupo foi a indicação a três prêmios Shell em 2018 (autoria, direção e música) da peça “ Esperança na revolta” e a premiação de melhor direção à André Lemos no início deste ano. O espetáculo aborda situações de guerra em diversos contextos mundiais e como as pessoas sobrevivem diante das violências através da resistência. O diretor <strong>André Lemos</strong> comenta sobre a experiência de ter sido o primeiro diretor negro premiado em meio a uma conjuntura política tão adversa:<br></p>



<p><em>“Eu acredito que a premiação foi um avanço nas agendas do movimento artístico negro que nunca havia conseguido ganhar esse prêmio que&nbsp; é mais importante do teatro mas acredito que ainda é um avanço muito mínimo pelos retrocessos que estamos vivendo de um modo geral.Embora tenhamos conseguido um marco, o momento é de poucos avanços e muitos retrocessos”</em><br></p>



<p>Sobre as formas de resistência do teatro a este momento, André ressalta:<br></p>



<p><em>“ As formas de resistência são várias. Hoje a gente precisa trabalhar muito em cima da base, através do contato com as comunidades, com os jovens, com as escola, num trabalho de reconhecimento da representatividade e ancestralidade negra. A Confraria é uma das perspectivas é trabalhar para outros grupos, não só o adulto. O nosso próprio espetáculo </em><strong><em>“ A saga de Dandara e Bizum a caminho de Wakanda</em></strong><em>” que estreia em outubro e fica em novembro no Sesc Tijuca é um trabalho de representatividade com crianças negras, com poesias de Conceição Evaristo. Na Confraria, nós mantemos um trabalho de intervenção urbana que é de tentar fazer da cultura, do teatro, do audiovisual algo mais popular e coletivo.”</em><br></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="960" height="1200" data-attachment-id="6353" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/img-20190926-wa0048/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048.jpg" data-orig-size="960,1200" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="IMG-20190926-WA0048" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048-240x300.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048-819x1024.jpg" src="https://i1.wp.com/noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048.jpg?fit=800%2C1000&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-6353" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048.jpg 960w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048-240x300.jpg 240w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048-819x1024.jpg 819w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/IMG-20190926-WA0048-768x960.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p> <br>Andre Lemos durante o prêmio Shell de 2019. Foto: Arquivo pessoal<br></p>



<p>Outro aspecto cultural que&nbsp; potencializou a resistência da cultura negra são os cancelamento sistemáticos ou falta de patrocínio a&nbsp; eventos culturais, rodas de samba e espaços de  preservação da ancestralidade negra nos locais públicos da cidade. As rodas de samba em específico sofreram tantos cancelamentos ao longo do ano passado até o início deste ano que criou-se um movimento de produtores e sambistas, gerando a extinção do alvará da Secretaria de Cultura para autorização destes eventos .Uma grande personagem da cena não só das rodas de samba como da cultura “ black” no Rio de Janeiro é a <strong>DJ Bieta</strong>( também produtora e estilista da cena negra).&nbsp;</p>



<p>A mesma emite suas considerações com relação a esta conjuntura de falta de incentivo a cultura negra e ao mesmo resistência e potencialização da criatividade entre a comunidade:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;“<em>O que temos agora sobre posições políticas são totalmente avesso do que a cultura e arte proporciona._Quanto “sobreviver” financeiramente é uma questão de oportunidade e gestão.&nbsp;Normalmente&nbsp; a oportunidade é gerada de forma independente ou coletiva/comunitária.Neste exemplo a gestão é milagrosa .Tiramos leite de pedra entre nós mesmos. “</em></p>



<p>Sobre as novas estratégias da cultura negra de forma geral(arte, música e religiões de&nbsp; matrizes africanas), Bieta visibiliza alguns exemplos:&nbsp;</p>



<p><em>“O teatro Negro explodiu! A cada momento surge um novo e excelente trabalho já o teatro “convencional” está em crise,salas vazias e sem temas atrativo isso talvez seja porque nós estamos nos produzindo, nós preferimos nos assistir.Então o teatro “convencional” nos incluI ou vai continuar perdendo público popular.Direcionando a sua pergunta quanto as_religiões de matrizes africanas a estratégia mais eficaz (mantendo na linha do perigo &nbsp;em ser uma pessoa negra e candomblecista) está sendo a denúncia. As pessoas de Ashé sempre foram empreendedoras, temos espaços como a Casa Omolokum que mantém ilegitimamente a cultura Afro&nbsp; Religiosa e Cultural. Outra estratégia é utilizar a essência ubuntu, se aliar a outras manifestações culturais como no Teatro já dito exemplo Oboró &#8211; Masculinidades Negra (dirigida por Rodrigo França) e rodas desamba como Awure em Madureira.”</em><br></p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="960" height="640" data-attachment-id="6354" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/bieta-tambor/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor.jpg" data-orig-size="960,640" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="Bieta Tambor" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor-300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor.jpg" alt="" class="wp-image-6354" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor.jpg 960w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor-300x200.jpg 300w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Bieta-Tambor-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></figure>



<p><em>Bieta é DJ , produtora e estilista. Foto:Lumena Aleluia</em></p>



<p></p>



<p>Por fim, em meio ao cenário de retrocesso e desfavorável as políticas culturais de incentivo as representações culturais da arte preta, reafirmamos a frase icônica de Conceição Evaristo: “ <strong><em>Combinaram de nos matar e nós combinamos de não morrer</em></strong>”. Os enfrentamentos ao “genocídio artístico negro”, impostos pelos governos conservadores vigentes, são diários mas as iniciativas de resistência de potentes artistas agregam uma perspectiva de criação revolucionária, anti colonialista e de preservação da nossa diáspora na cena fluminense.</p>



<p></p>
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