Projeto define mínimo de R$ 8,50 por entrega ou R$ 14,74 por hora para entregadores de apps

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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

O projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos na Câmara prevê duas formas de remuneração mínima para entregadores, mantendo pagamento por entrega e criando um valor mínimo por hora trabalhada. O parecer foi apresentado pelo relator Augusto Coutinho.

A proposta estabelece que os trabalhadores poderão escolher entre receber R$ 8,50 por entrega em trajetos de até 3 km de carro ou 4 km por outros meios, ou optar por pagamento por hora, com piso de R$ 14,74, equivalente a dois salários mínimos por hora proporcional.

O texto não define valor mínimo para motoristas que atuam no transporte de passageiros. Também mantém a ausência de vínculo empregatício entre trabalhadores e plataformas, mas inclui um conjunto de direitos.

O projeto que regulamenta o trabalho por aplicativos na Câmara prevê duas formas de remuneração mínima para entregadores – Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil.

Entre as garantias previstas estão acesso à previdência social, seguro contra acidentes, definição de frete mínimo para entregas e regras de transparência sobre bloqueios e exclusões nas plataformas.

O parecer também estabelece limites para a remuneração das empresas. As plataformas poderão reter até 30% do valor pago pelos usuários ou adotar uma taxa fixa mensal limitada a 15% do valor cobrado.

No caso da previdência, o texto prevê contribuição de 5% sobre 25% da renda do trabalhador, enquanto as empresas deverão recolher 20% sobre essa mesma base.

A proposta não incorporou a sugestão apresentada por um grupo de trabalho do governo, que defendia pagamento mínimo de R$ 10 por corrida e adicionais por quilômetro em viagens mais longas.

O tema está entre as prioridades do Congresso e do governo neste semestre. A expectativa é que a proposta seja analisada em comissão especial e no plenário da Câmara na próxima semana.

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Thayan Mina

Thayan Mina

Jornalista pela Faculdade de Comunicação (FCS) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Atualmente mestrando pelo PPGCOM da Escola de Comunicação (ECO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). É músico e sambista.

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