Bailarina Ingrid Silva é destaque em reportagem do New York Times sobre liderança feminina

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A bailarina brasileira Ingrid Silva foi destaque em uma reportagem publicada pelo jornal norte-americano New York Times que reúne nove mulheres influentes de diferentes áreas para discutir suas visões sobre liderança. A matéria foi publicada às vésperas do Dia Internacional da Mulher e apresenta reflexões de lideranças globais de campos diversos, como gastronomia, tecnologia, ativismo social e artes.

Representando o universo da dança, Ingrid Silva compartilhou na reportagem sua visão sobre liderança a partir da experiência construída ao longo de quase duas décadas no balé profissional. Primeira bailarina do Dance Theatre of Harlem e cofundadora da organização Blacks in Ballet, a artista destacou os desafios de transformar um ambiente historicamente marcado pela exclusão racial.

Bailarina brasileira integra reportagem que reúne nove mulheres influentes do mundo para discutir liderança, publicada às vésperas do Dia Internacional da Mulher

Segundo Ingrid, exercer liderança dentro do balé significa combinar excelência artística com responsabilidade social. Na entrevista, ela afirma que a transformação do setor passa pela ampliação da diversidade dentro das companhias e pelo reconhecimento de novos referenciais estéticos e culturais.

A reportagem também marca um momento importante na trajetória da bailarina. Ingrid Silva dança atualmente sua última temporada no Dance Theatre of Harlem, companhia norte-americana da qual faz parte há 18 anos e onde ocupa, há 13 anos, o posto de primeira bailarina.

Nascida no Rio de Janeiro e criada no bairro de Benfica, na zona norte da cidade, Ingrid construiu uma carreira internacional que combina atuação artística e defesa da diversidade no balé clássico. Ao longo dos últimos anos, sua trajetória ganhou destaque por iniciativas que buscam ampliar a representatividade de bailarinos negros no cenário da dança.

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Entre os marcos recentes de sua carreira está a participação na abertura do Fórum Econômico Mundial de 2026, realizado em Davos, na Suíça. Na ocasião, a bailarina apresentou uma coreografia autoral ao lado do músico Jon Batiste, vencedor do Grammy.

Ingrid também tem ampliado sua presença em diferentes espaços culturais e midiáticos. Recentemente, foi capa da revista Forbes Life Brasil, em uma edição que destacou artistas brasileiros com projeção internacional.

Outro símbolo importante de sua trajetória é uma sapatilha utilizada por ela ao longo da carreira. Durante anos, Ingrid pintou suas sapatilhas para adequá-las ao tom de sua pele, uma prática comum entre bailarinas negras devido à ausência de produtos que representassem diferentes tonalidades. Uma dessas sapatilhas foi incorporada ao acervo permanente do Museu Nacional Smithsonian de História e Cultura Afro-Americana, nos Estados Unidos.

Além da atuação nos palcos, a bailarina também desenvolve projetos voltados à educação e à representatividade na dança, e é autora dos livros A Sapatilha Que Mudou Meu Mundo e A Bailarina Que Pintava Suas Sapatilhas.

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