O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou que os Estados Unidos não conseguirão entrar no país, mesmo diante da crescente movimentação de forças militares norte-americanas na região do Caribe. A declaração foi feita durante uma mobilização com militares, em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
Nos últimos dias, navios de guerra dos Estados Unidos se aproximaram da costa venezuelana. A operação militar, segundo o governo norte-americano, estaria relacionada ao combate ao tráfico de drogas na região. No entanto, o volume de recursos envolvidos, incluindo submarinos, navios, aviões e mais de 4 mil militares, tem despertado preocupações no governo venezuelano e em aliados internacionais sobre uma possível escalada.

Durante o discurso, Maduro afirmou que o país atravessou 20 dias de ameaças e cerco internacional, mas que agora está mais preparado do que nunca para defender sua soberania. Ele destacou que as Forças Armadas da Venezuela estão em alerta máximo e prontas para proteger a paz e a integridade territorial.
O presidente também classificou as ações norte-americanas como parte de uma estratégia de guerra psicológica e afirmou que o povo venezuelano não será intimidado. O governo venezuelano tem adotado medidas de reforço militar, incluindo o deslocamento de tropas para pontos estratégicos, patrulhamento naval e aéreo, e mobilização de milícias populares.
Embora os Estados Unidos não tenham confirmado oficialmente qualquer intenção de intervenção direta, autoridades do país indicaram que pretendem usar “toda a força necessária” para conter atividades consideradas ilegais na região. A declaração, vaga, aumenta a tensão diplomática entre os dois países.
Especialistas apontam que, embora uma invasão militar direta pareça improvável neste momento, a presença das forças norte-americanas nas proximidades serve como instrumento de pressão geopolítica. Para o governo Maduro, no entanto, a narrativa é de resistência, mobilização popular e defesa da soberania nacional.
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