Acadêmicos de Santa Cruz traz o sincretismo religioso para o Carnaval de 2025

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Escola escolheu samba que traz mensagem contra a intolerância religiosa

Já era manhã de domingo quando a Acadêmicos de Santa Cruz escolheu o samba-enredo que vai contar “Os Sagrados Altares Tupiniquins”, do carnavalesco Cid Carvalho, que traz as origens de diversas manifestações culturais por meio do sincretismo religioso. Abordando desde a diáspora negra até as crenças dos povos originários, com a imposição da fé cristã, o enredo traz a miscigenação da fé, em uma mensagem contra a intolerância e o racismo religioso.

Para a festa, uma super estrutura foi montada. A noite iniciou com o show da agremiação. A bateria dos Mestres Riquinho e Cleison Brown comandaram o ritmo. Passistas, baianas, casais de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, e todos os segmentos se apresentaram ao som dos grandes sambas da escola que fizeram história no Carnaval.

Depois, a apresentação dos sambas finalistas fez a quadra vibrar com as torcidas, deixando a disputa acirrada. Antes do anúncio, o público curtiu o show de Arlindinho Cruz, que subiu ao palco da Santa Cruz pela primeira vez e fez todo mundo cantar sucessos do samba e do pagode. 

O samba campeão foi anunciado por volta das cinco da manhã na voz do intérprete oficial Roninho Remandiola e consagrou a parceria de número 02 que, além de ter o seu samba cantado por toda a comunidade no próximo desfile, ganhou o prêmio de 10 mil reais. Confira a letra:

Compositores: Elias Andrade, Rafael Lima, Samir Trindade, Aurélio Brito, Zé Glória, Pierre Perez, Luiz Brasília e Carla da Barreira

Já era manhã de domingo quando a Acadêmicos de Santa Cruz escolheu o samba-enredo que vai contar “Os Sagrados Altares Tupiniquins” – Foto: Angélica Zago.

Confira o samba:

A intolerância veio pelo mar
Queriam dizimar memórias de Tupã
Rezaram a missa em inclemência
Pra catequizar a essência
Impor a crença, o seu afã
Brasil de Coaraci e Jaci
A natureza, louvava a nação Tupi
O originário em sua fé
Acreditava, na sabedoria dos Pajés

Águas de Yemanjá
Trouxeram os negros
Cultuando seus orixás
Mandinga de tambores
De deuses que dançam
Batuque de rituais

Nossa gente pelas ruas em altares
Resiste em manifestações populares
Festa do divino
Caboclinho vem da mata
Tem maracatus e cavalhada
O jeito que o povo celebra é assim
No santuário Tupiniquim
Mães do meu país
Somos todos filhos seus
E a paz em cada altar
Não importa a divindade

O que traz a salvação é a bondade

Eu tenho Maria e Oxalá Jesus
Eu tenho Zumbi, Pajés e Exus
Erês e Caboclos, axé da história
E a Santa Cruz no congá da vitória

A Santa Cruz será a 6ª a desfilar na Série Prata, pela Superliga Carnavalesca do Brasil, no dia 03 de março, na segunda-feira de Carnaval.  

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