O estudo também constatou que 75% dos empreendedores que vivem em comunidades são negros. Cerca de 24% desses empreendedores vivem com apenas um salário-mínimo
Segundo dados da pesquisa realizada pelo Instituto Data Favela, as mulheres negras são mais da metade das empreendedoras em favelas brasileiras, cerca de 55%. Além disso, essas mulheres enfrentam jornadas triplas de trabalho todos os dias, 68% delas dedicam mais de três horas diárias aos cuidados da casa e dos filhos.
O perfil traçado pelos estudo, é que essas mulheres tem na faixa de 35 e 59 anos (48%) e são, em sua maioria, solteiras (47%) apenas com o ensino médio completo (38%). O estudo entrevistou 2 mil pessoas em todo país e foi encomendado pela VR.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil – arquivo
Segundo a pesquisa, o protagonismo das mulheres negras no empreendedorismo tem relação com o impacto que a pandemia deixou no trabalho e na renda. Outra informação é que atualmente 81% se dedicam exclusivamente ao negócio.
Os empreendimentos dessas mulheres é maior no setor de alimentação e bebidas, cerca de 45%, em seguida vem a beleza (13%), moda (12%) e artesanato (8%).
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Empreendedores e o negócio
O levantamento também afirma que 75% dos entrevistados são empreendedores que se autodeclaram negros. Cerca de 39% desses empreendedores vivem com uma renda familiar de até dois salários-mínimos e 24% sobrevivem com apenas um.
70% dessas famílias não recebem nenhum tipo de benefício social e criaram um negócio para ser a fonte de sustento, 57% desses empreendimentos foram criados com recursos próprios ou ajuda familiar.
9 em 10 pessoas entrevistadas mantêm o seu empreendimento dentro da favela.









