Greve de caminhoneiros pode acontecer ainda esta semana e preocupa governo

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Uma paralisação de caminhoneiros está prevista para começar nesta quinta-feira (19), em Santa Catarina, e pode se espalhar para outras regiões do país nos próximos dias. O movimento ocorre em meio à alta do diesel e à pressão da categoria por reajuste no piso mínimo do frete.

Segundo o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres de Navegantes (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a mobilização terá início às 13h e deve continuar até que o governo federal atualize os valores pagos aos caminhoneiros. “Ficou deliberado que a greve nacional vai ser aderida em Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá”, afirmou.

A paralisação já começou a ganhar força no litoral catarinense. Na terça-feira (17), caminhoneiros se reuniram em Itajaí, onde foi definida a adesão ao movimento. A expectativa é que a mobilização alcance outros polos portuários estratégicos do país, como Rio Grande, Paranaguá, Santos, Rio de Janeiro, Bahia e Suape.

A preocupação no Palácio do Planalto é com a possibilidade de uma greve de caminhoneiros ocorrer nesta semana no país e contaminar ainda mais o ambiente político-eleitoral

A articulação também envolve entidades nacionais, como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava). O presidente da entidade, Wallace Landim, o Chorão, já havia alertado que uma greve poderia ocorrer ainda nesta semana.

Entre as principais reivindicações da categoria está o aumento do preço do diesel, que não tem sido acompanhado por reajustes no valor do frete. Desde o fim de fevereiro, o combustível acumula alta de 18,86%, passando de R$ 6,10 para R$ 6,58 em março.

Caminhoneiros afirmam que o piso mínimo do frete, previsto na Lei 13.703/2018, não é respeitado na prática, o que compromete a renda dos trabalhadores.

Diante do risco de paralisação nacional, o governo federal se mobilizou para tentar conter o avanço do movimento. O ministro dos Transportes, Renan Filho, anunciou que medidas serão divulgadas nesta quarta-feira (18) para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento da tabela do frete.

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“Quem desrespeitar a tabela passará a ser efetivamente responsabilizado”, afirmou o ministro, ao defender maior rigor contra empresas que descumprem a legislação.

O governo avalia que uma paralisação nacional pode impactar diretamente o abastecimento de alimentos, combustíveis e outros produtos, além de gerar efeitos na economia e no cenário político.

Com a paralisação prevista para começar em Santa Catarina e articulações avançando em outros estados, a expectativa é que a mobilização ganhe dimensão nacional nos próximos dias.

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