Mulheres têm aspectos sociais e hormonais diferentes dos homens e esses são os principais fatores na diferença dos sono entre eles. Estudo é foi divulgado pelo Ministério da Saúde
Quando dormir uma noite completa virou um privilégio que a grande parte das mulheres não conseguem alcançar? Dados recentes de um estudo realizado pelo Ministério da Saúde revela que mulheres brasileiras dormem menos e pior que os homens, mostrando que elas têm maior prevalência de insônia e menor duração do sono.
Segundo dados do Vigitel (Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2025, que pela primeira vez avalia os indicadores de sono, mais de um terço das mulheres adultas relatam sintomas de insônia, proporção superior à observada entre homens e os motivos para a falta de sono está ligado diretamente a aspectos sociais e hormonais.
Durante a pesquisa foram feitas 833.217 entrevistas como amostras da população brasileira com 18 anos ou mais nas 26 capitais e no Distrito Federal e em geral no país os dados mostram que a frequência de adultos com duração curta de sono foi maior no sexo feminino (21,3%) em relação ao masculino (18,9%). Quando avaliado a insônia, mulheres também são a maioria 36,2% das mulheres, contra 26,2% dos homens. Em nenhuma das localidades, o percentual de homens supera o de mulheres. De acordo com a pesquisa, as mulheres adultas de Maceió (27,9%), Salvador (25,2%) e Rio de Janeiro (24,8%) dormiram menos de seis horas por mais noites.

“Isso preocupa porque poucas horas de sono, um sono sem qualidade, tem relação direta com ganho de peso, obesidade, piora de doenças crônicas como hipertensão e diabetes, e saúde mental”, diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Onde estão as mulheres que dormem menos no Brasil
Segundo a pesquisa, as mulheres que mais possuem sintomas de insônia e consequentemente são as que menos dormem vivem em Belo Horizonte (15,5%), Campo Grande (16,3%) e Curitiba (16,3%). Em Maceió (45,6%), Rio Branco (43,3%) e Macapá (41,5%)
A condição da insônia se manifesta de três formas: a demorar para adormecer; a dificuldade de manutenção do sono, com interrupções frequentes e o despertar precoce, que acontece quando a pessoa acorda muito antes do horário que seria o ideal. O diagnóstico da insônia só acontece quando uma ou mais dessas situações se manifestam pelo menos três vezes por semana, durante três meses.
Direito ao descanso e desigualdade de gênero
Alguns fatores biológicos revelam a diferença do sono entre mulheres e homens, como os hormônios que aparecem em fases diferentes da vida, como puberdade, gravidez, pós-parto e menopausa. Mas para além da biologia, estudos internacionais apontam que mulheres tem menos qualidade de sono devido a desigualdade de gênero que as atinge. Mulheres tem mais responsabilidades domésticas e cuidados que acabam interferindo diretamente em uma rotina noturna e interrompendo uma boa e longa noite de sono.
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Mesmo no caso de mulheres que vivem com uma divisão de tarefas, a falta de sono aparece como resposta para a “carga mental”, desenvolvida quando mulheres ainda são as responsáveis por planejar e organizar todos as responsabilidades, estando em constante estado de alerta.









