Tribunal de Justiça de SP nega habeas corpus a ativista preso pelo incêndio da estátua de Borba Gato

APOIE O NOTÍCIA PRETA

O ativista Paulo Lima, conhecido como ‘Galo’, acusado pela polícia de participação no incêndio da estátua de Borba Gato no último sábado (24), na Zona Sul da cidade de São teve seu pedido de habeas corpus negado. A decisão foi do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), neste domingo (01).

O pedido de soltura foi avaliado pelo desembargador Walter da Silva, da 14º Câmara do TJ-SP, que não viu elementos para revogar a prisão temporária e libertar Paulo ‘Galo’. Ele está preso desde quarta (28), quando que se apresentou espontaneamente à delegacia para prestar depoimento sobre o incêndio.

A defesa do ativista protestou contra a decisão. “Entendemos que a decisão é arbitrária e ilegal, uma vez que não estão preenchidos os requisitos da prisão temporária e Galo está contribuindo com as investigações. O desembargador ainda utiliza como fundamentação o fato de Galo fazer parte do movimento ‘Motoboys Antifascistas’, demonstrando o caráter político da decisão. Qualquer tentativa de criminalização dos movimentos sociais é uma afronta à democracia e à Constituição“, diz a nota.

Incêndio atingiu a estátua de Borba Gato, na zona sul de São Paulo, na tarde deste sábado, 24 de julho de 2021 — Foto: GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

Leia também: Empresário doará dinheiro para restaurar estátua incendiada de Borba Gato e prefeito de SP apoia

Galo e sua companheira, Géssica de Paula Silva, se apresentaram voluntariamente à polícia na última quarta. Os dois prestaram depoimento e ficaram presos, mas enquanto ele confessou ter participado da ação, Géssica afirmou que estava em casa na hora do protesto.

Ela foi libertada dois dias depois, após o rastreamento de seu aparelho telefônico ter comprovado que ela não participou da manifestação.

APOIO-SITE-PICPAY

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.