<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivos brasileiras - Noticia Preta - NP</title>
	<atom:link href="https://noticiapreta.com.br/tag/brasileiras/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://noticiapreta.com.br/tag/brasileiras/</link>
	<description>Jornalismo Antirracista</description>
	<lastBuildDate>Fri, 28 Nov 2025 11:51:32 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.8.3</generator>

<image>
	<url>https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2022/06/cropped-LOGO-NOTICIA-PRETA-32x32.png</url>
	<title>Arquivos brasileiras - Noticia Preta - NP</title>
	<link>https://noticiapreta.com.br/tag/brasileiras/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">210498743</site>
<!-- This file should primarily consist of HTML with a little bit of PHP. -->
<div class="wc_public_wrapper wc_tool_text">
			<p id="wc_tooltip"><a href="https://api.whatsapp.com/send?phone=5521982110989&#038;text=Converse%20com%20o%20Notícia%20Preta" class="wc_icon_display wc_small wc_bottom_left" tooltip="Como podemos te ajudar!
Basta nos enviar uma mensagem" target="_blank" style="background-color:#189d0e;border-color:#ffffff;display:inline-block !important;"><i class="fa fa-whatsapp" aria-hidden="true"></i></a>
		<input type="hidden" id="wc_main_hvr_color" value="#000000">
			<input type="hidden" id="wc_main_bdr_color" value="#ffffff">
		</p>
		</div>  	<item>
		<title>Número de brasileiras vítimas de violência no exterior aumenta, aponta pesquisa</title>
		<link>https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta</link>
					<comments>https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Eugênia Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Nov 2025 11:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[Notícia Preta]]></category>
		<category><![CDATA[violênciacontraamulher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://noticiapreta.com.br/?p=214926</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os casos de mulheres brasileiras vítimas de violência no exterior aumentaram cerca de 4,8% entre os anos de 2023 e 2024, segundo uma pesquisa realizada pelo Observatório da Mulher contra a Violência, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). As embaixadas e os consulados no Brasil registraram 1631 casos de violência doméstica e de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/">Número de brasileiras vítimas de violência no exterior aumenta, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os casos de mulheres brasileiras vítimas de violência no exterior aumentaram cerca de 4,8% entre os anos de 2023 e 2024, segundo uma pesquisa realizada pelo Observatório da Mulher contra a Violência, em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE). As embaixadas e os consulados no Brasil registraram 1631 casos de violência doméstica e de gênero, em relação a 2023 que teve 1556 casos.</p>



<p>Os dados traçam um panorama do ano de 2024 e foram coletados em 183 repartições oficiais do Brasil no exterior incluindo embaixadas que oferecem serviços consulares, consulados-gerais e consulados, vice-consulados e escritórios. Calcula-se que mais de 2.5 milhões de mulheres brasileiras residam fora do país. </p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="687" height="533" data-attachment-id="215698" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/violencia-domestica/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-e1764330157180.jpg" data-orig-size="687,533" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="violência-domestica" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-e1764330157180-300x233.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-1024x1024.jpg" src="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-e1764330157180.jpg" alt="" class="wp-image-215698" style="width:668px;height:auto" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-e1764330157180.jpg 687w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2025/11/violencia-domestica-e1764330157180-300x233.jpg 300w" sizes="(max-width: 687px) 100vw, 687px" /><figcaption class="wp-element-caption">Dados são do Observatorio da Mulher contra a Violência em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. Fonte: Unsplash </figcaption></figure></div>


<p>O diagnóstico faz parte do <a href="https://www12.senado.leg.br/institucional/omv">Observatório da Mulher contra a Violência</a> (OMV), do Senado Federal, plataforma que reúne diferentes bases de dados para mapear a violência contra as mulheres. A plataforma também conta com a parceria do Instituto Natura e a Associação Gênero e Número.</p>



<p><strong>Países com mais casos&nbsp;</strong></p>



<p>&nbsp;De acordo com o mapeamento, os três países que mais têm casos de violência são: Estados Unidos (397), Bolívia (258) e Itália (153). Porém, o aumento desses registros não indica necessariamente o crescimento da violência, mas um indicativo de melhorias nos serviços de acolhimento e atendimentos oferecidos, incentivando mais mulheres a procurar ajuda junto ao governo brasileiro.&nbsp;</p>



<p>Vitória Régia da Silva, diretora da organização Gênero e Números, considera que esse aumento de 4,8% indica mais acessos aos serviços qualificados. <em>“A gente dá um passo crucial para tornar visível o que sempre esteve invisível: o sofrimento de milhares de mulheres brasileiras”</em> , afirma.</p>



<p>&nbsp;O mapa também revelou dados de outra forma de violação dos direitos humanos; a subtração de menores de idade. A prática envolve a retirada de menores de idade de quem tem a guarda legal e atinge principalmente as brasileiras que enfrentam processos de disputa de guarda fora do Brasil. Em 2024 foram registrados 71 casos de subtração de menores de idade, uma redução de 26% em relação a 2023. Este tipo de violência vicária traz danos irreversíveis tanto para as mães quanto para os filhos, sofrimento psicológico, rompimento afetivo, insegurança, manipulação afetiva, entre outros.&nbsp;</p>



<p>Leia também: <a href="https://noticiapreta.com.br/marcha-das-mulheres-negras-reune-500-mil-pessoas-brasilia/">Marcha das Mulheres Negras reúne 500 mil pessoas em Brasília</a></p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/">Número de brasileiras vítimas de violência no exterior aumenta, aponta pesquisa</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://noticiapreta.com.br/numero-de-brasileiras-vitimas-de-violencia-no-exterior-aumenta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">214926</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Pesquisa aponta que não há dados sobre mulheres negras na engenharia</title>
		<link>https://noticiapreta.com.br/pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia</link>
					<comments>https://noticiapreta.com.br/pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Ludmila Almeida]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 Apr 2021 18:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[brasileiras]]></category>
		<category><![CDATA[cientistas]]></category>
		<category><![CDATA[engenheiras]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres negras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/?p=21301</guid>

					<description><![CDATA[<p>No dia da engenharia, conheça quem inspira outras mulheres negras nas exatas No dia 10 de abril se comemora o Dia da Engenharia, e seus vários segmentos, porém, uma pesquisa, segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) mostra que a área de exatas é predominante ocupada por homens, apenas 14,45% do quadro [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia/">Pesquisa aponta que não há dados sobre mulheres negras na engenharia</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<h5 class="has-text-align-center wp-block-heading"><em>No dia da engenharia, conheça quem inspira outras mulheres negras nas exatas</em></h5>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img decoding="async" data-attachment-id="21334" data-permalink="https://noticiapreta.com.br/engenheira-negra/" data-orig-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra.jpg" data-orig-size="626,417" data-comments-opened="1" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="engenheira-negra" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra-300x200.jpg" data-large-file="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra.jpg" src="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra.jpg" alt="" class="wp-image-21334" width="673" height="448" srcset="https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra.jpg 626w, https://noticiapreta.com.br/wp-content/uploads/2021/04/engenheira-negra-300x200.jpg 300w" sizes="(max-width: 673px) 100vw, 673px" /><figcaption><em>O quantitativo de mulheres negras na engenharia ainda é subnotificado &#8211; foto: Reprodução/Internet</em></figcaption></figure></div>



<p>No dia 10 de abril se comemora o Dia da Engenharia, e seus vários segmentos, porém, uma pesquisa, segundo dados do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) mostra que a área de exatas é predominante ocupada por homens, <strong>apenas 14,45% do quadro de engenheiros do país é de mulheres</strong>. Dados sobre quantas mulheres negras integram esse quadro nacional, ainda é subnotificado.</p>



<p>Uma das engenheiras de maior prestígio no país é a piauiense <strong>Márcia Maria dos Anjos Mascarenhas, professora e  doutora em engenharia</strong> que, desde a adolescência já tinha afinidade com matemática e sonhava em ser professora. Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), após realizar mestrado e doutorado na Universidade de Brasília (UnB), passou no concurso para a Universidade Federal de Goiás (UFG), atualmente, Márcia é é coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Estruturas e Construção Civil (PPG-GECON), além de lecionar e orientar pesquisas no curso de graduação em engenharia ambiental e civil.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/_QSQpfn9cVpVwcseJamGBXIYJ1zl2AL3snOu3Ecst7t1oW0RxLP3Gd0DEmU4gEC0GLbRr1uoBf9bN-eWSHlXxD3CEfxFSLK5L_ZxVRdtwyR6tXJOdmfNhwTsiiasQt_aI5fyNfhP" alt="" width="762" height="437"/><figcaption><em>Márcia Mascarenhas. Foto: Investiga Menina.</em></figcaption></figure></div>



<p>Márcia conversou com a nossa reportagem sobre seu passado, suas aspirações e todos os mitos que rondavam seu imaginário. <em>&#8220;Eu não sabia o que era um pesquisador, no meu imaginário eu pensava em Einstein, eu achava que a ciência era algo muito longe da realidade, da minha capacidade”</em>, lembra a professora ao pontuar a falta de referências próximas e a importância do incentivo de seus professores para seguir carreira acadêmica. </p>



<p>Sobre o processo de se reconhecer como mulher negra, ela aponta as sutilidades de determinados comentários e do quanto é importante entender o contexto histórico para compreender o porquê desses comentários. <em>“Talvez pela minha própria trajetória, que eu vim do interior do nordeste, de uma família de trabalhadores para fazer mestrado e doutorado, e isso já era desafio demais. Então, eu não pensava na questão de ser mulher e de ser uma mulher negra. E, na realidade, eu nem tinha essa percepção que eu era uma mulher negra. Eu acho que essa percepção veio quando eu comecei a participar da comissão de heteroidentificação da UFG. E quando eu comecei a participar da comissão, fui começando a ver as coisas. E aí, alguns sinais que eu nunca tinha percebido, do quanto esse processo é difícil, eu comecei a perceber, por exemplo, como algumas pessoas diziam assim pra mim: <strong>nossa você é professora engenheira? Não parece</strong>”</em>, relata a doutora.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh6.googleusercontent.com/rt-rFQC2LPeARJ5FoAH0b-JFaMBWj1Eto2qFHd-S6GxwuqAI9M74LhK0y5pMQ2dGQLorsVVLfCbDEr9SJp5AEPB_iqhgmZWsbnSNFfr9TRhzwgMfGHP9V5LUCAZmDpuErvhulMuq" alt="" width="699" height="393"/><figcaption><em>Professora Márcia falando sobre o Projeto &#8220;Meninas também fazem Engenharias&#8221;, no Colégio Estadual Solon Amaral, Goiânia &#8211; Foto: Dandaras do Cerrado.</em></figcaption></figure></div>



<p>Márcia conta que teve dificuldades de conseguir uma moradia quando se mudou para Goiás, por que as pessoas não demonstravam muita confiança nela. <em>“Quando eu cheguei aqui, por exemplo, eu ia procurar apartamento para alugar e eu via a forma como as pessoas desconfiavam. Eu tinha acabado de ser contratada na UFG e fui procurar apartamento simples, de classe média. E eu chego e o porteiro diz assim: ‘você sabe o preço do aluguel?’. Naquele momento eu pensava assim: deve ser porque eu ando de tênis, de bermuda né? E depois eu fui perceber que não, porque se fosse uma mulher branca, loira, de bermuda e tênis, porque é o jeito que você anda quando vai procurar apartamento, ninguém ia perguntar se ela tinha dinheiro para pagar o aluguel. Eu só comecei a perceber isso depois que eu comecei a participar da comissão [de heteroidentificação] e aí eu fui entendendo, então na realidade era racismo e eu não tinha percebido”</em>, conta sobre o quanto o processo de violência racial ainda é muito naturalizado no dia a dia. </p>



<h2 class="has-text-align-center wp-block-heading"><strong>Por mais mulheres nas ciências</strong></h2>



<blockquote class="wp-block-quote has-text-align-center is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><span class="has-inline-color has-luminous-vivid-amber-color">“Eu nunca me furtei dos desafios, eu nunca perdi a oportunidade, eu nunca deixei escapar as oportunidades na minha vida, elas apareceriam e eu, logicamente com muito receio, mas dizia: vamos né, e vamos ver o quê que acontece!”&nbsp;</span></p></blockquote>



<p>A professora doutora Márcia participa do projeto <em>Conversa entre meninas engenheiras</em>:  Semeando oportunidade de gênero na ciência, que publicou um livro que traz um panorama sobre as mulheres nessa área, quem são as pioneiras e como essa questão se posiciona na escola de engenharia da UFG. A pesquisadora ministra a disciplina <em>Mulheres na engenharia</em>, que também reúne estudantes da área de humanidades, um espaço com discussões sobre a baixa representatividade de mulheres na engenharia e sobre a importância do feminismo negro.</p>



<p>Em uma das atividades, as alunas fizeram um quantitativo de homens e mulheres nas engenharias da UFG (civil, ambiental, mecânica, de computação e elétrica), e constataram que 77% do corpo estudantil era de homens, desses, 10% são negros; e 23% de mulheres, dessas, <strong>apenas 9% são negras</strong>. Dado que reflete no corpo docente, segundo a doutora, já que no programa de pós-graduação se tem somente ela como mulher negra e um outro colega negro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh4.googleusercontent.com/F78qUIl2mUYZ3Qfzx3tddoQTCwMZzAu9EerwU49oc4nptuUzGU5Lmjz2sSMfbnEu82UR6jFj7LoZaZU5OwcLx05IAaRrIDLagtGuU9746cKituk9NqSOuk6tyNHHZYj-WWOBOHyr" alt="" width="-1022" height="-731"/><figcaption><em>Disponível no livro </em><a href="https://www.eec.ufg.br/p/32079-nossas-publicacoes" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Conversas entre meninas e engenheiras</em></a><em>.</em></figcaption></figure></div>



<p>Além das condições sociais e econômicas exigidas na permanência em um curso de graduação em exatas, a professora também ressalta o medo e a falta de autoestima que afeta as mulheres e, em especial, as <a href="https://desenvolvimento.noticiapreta.com.br/estudo-aponta-que-homem-branco-recebe-mais-que-o-dobro-de-mulher-negra-exercendo-a-mesma-funcao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">mulheres</a> negras devido ao processo histórico que inventa a ideia de que aquele espaço não é para elas. <em>“É muito importante a gente resgatar isso, garantir representatividade, para poder<strong> resgatar a autoestima da mulher negra para que ela se sinta mais à vontade em ocupar esses espaços e se destacar na carreira acadêmica</strong>. Então, às vezes eu vejo nas minhas alunas um próprio nervosismo ao falar que eu sei que aquele nervosismo não é daquela pessoa, tem toda uma estrutura ali por trás que faz com que ela se sinta insegura ao fazer aquilo, porque parece que aquele lugar ali não é dela&#8221;</em>, finaliza.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter is-resized"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/HkH_BN8NjQBZG32r0YNIgRxo3bd6cBS4Tb3CFvf3n-pAmQUk0K0-qQaKEmLRTkzIOEsqv6vrzkp8leHe7gQoqPDAW1GFLqGI5s34Q4FpeS2460Y-ssQROldt2M0DtHTnKSKsZ9b-" alt="" width="690" height="388"/><figcaption><em>“Estar presente na engenharia faz com que outras mulheres negras, do meu mesmo nível social, se reconheçam e percebam a importância de ocupar esses espaços independente da sua cor”.</em> <em>Foto: Investiga Menina.</em></figcaption></figure></div>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>História de mulheres negras na engenharia</strong></h4>



<p>Nessa data é preciso recordar de personalidades que fizeram a engenharia acontecer. Uma delas, ainda pouco evidenciada, primeira mulher negra engenheira do Brasil, é a Enedina Alves Marques, uma pioneira que contrariou as posições sociais e profissionais da época. Formada em Engenharia Civil, em 1945, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), trabalhou como auxiliar de engenharia na Secretaria de Estado de Viação e Obras Públicas, foi chefe de hidráulica, da divisão de estatísticas e do serviço de engenharia do Paraná. Dentre outras obras se tem o Colégio Estadual do Paraná e a Casa do Estudante Universitário de Curitiba. </p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><img decoding="async" src="https://lh5.googleusercontent.com/c1OCzl4x_uu36a8GVDOfaIRIe7PHXsoiAsbmOq33Ag1pKX8d2N7WsTHU-uqiHO1klRfxr_NR6qZ7vHW_mv-K-uTBZxVLindeUGwftQTcql3HTkswLuMUHKMrZm4Fd7E1RNES1u-Q" alt=""/><figcaption><em>Enedina (à esquerda) com as professoras do Grupo Barão de Antonina, em Rio Negro (PR), na década de 1930, quando lecionava. Foto: Acervo/ Maria da Glória Foohs.</em></figcaption></figure></div>



<p>Vivendo na região sul do Brasil, a história sobre Enedina a descreve como uma mulher muito vaidosa, que usava macacão nas obras da usina e levava uma arma na cintura, que, às vezes, disparava tiros ao alto para se ter o devido respeito entre os homens da construção. Ocupar as áreas de exatas ainda exige resistência e combate a barreiras patriarcais por parte das mulheres. Por ser uma área técnica, que envolve matemática, resolução de problemas e dedicação de tempo, para muitas pessoas, ainda existe um imaginário social sobre quem pode estar nessa área ou não. “O fato de ter pouca representatividade, de você não ver mulheres, e você não ver mulheres negras sendo engenheiras, parece que esse não é um lugar para para mulheres negras”, diz a professora doutora em engenharia, Márcia Mascarenhas.</p>
<p>O post <a href="https://noticiapreta.com.br/pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia/">Pesquisa aponta que não há dados sobre mulheres negras na engenharia</a> apareceu primeiro em <a href="https://noticiapreta.com.br">Noticia Preta - NP</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://noticiapreta.com.br/pesquisa-aponta-que-nao-ha-dados-sobre-mulheres-negras-na-engenharia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21301</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
