Negros, LGBTI+ e pessoas com deficiência não chegam a 10% do quadro de colaboradores nas empresas, revela levantamento

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Menos de 10% dos colaboradores das empresas fazem parte de algum dos grupos considerados minoritários, como negros, LGBTI+ e pessoas com deficiência (PCDs). Além disso, políticas de inclusão e diversidade amplamente divulgada é visto em apenas metade das empresas. É o que revela um levantamento da Pulses, plataforma de soluções de clima organizacional, engajamento e performance, em parceria com a Nohs Somos, startup de diversidade & inclusão.

Em relação à percepção dos colaboradores sobre a existência de diversidade na equipe, 73% que responderam a pesquisa disseram que a organização tem um quadro bastante diverso. Mas esse resultado conflita diretamente com os dados da pesquisa, já que as pessoas que se declararam parte de alguma minoria (de raça, identidade de gênero, orientação sexual e PCDs) representam menos de 10% do quadro de colaboradores.

A pesquisa também mostra que, embora exista uma percepção de combate à discriminação e de práticas inclusivas, 50% dos colaboradores disseram não conhecer a política de diversidade e inclusão da organização.

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Quando analisados os cargos de liderança, 55% dos entrevistados veem líderes diversos na equipe. O resultado é uma consequência direta da baixa participação de grupos minoritários nas empresas, o que dificulta que ocupem cargos de gestão, apontam os especialistas.

A pesquisa mostrou ainda a falta de inclusão para PCDs: 33% dos colaboradores destacaram que não há ações para incluir esses profissionais na empresa.

Embora exista uma obrigação legal para a contratação desses profissionais, poucas organizações estão realmente preparadas para receber essas pessoas em seus quadros de colaboradores, destaca Jordão. Ele acredita que só é possível reverter esse cenário com uma preparação do ambiente de trabalho em diversos aspectos, que vão além do arquitetônico, para torná-lo verdadeiramente acessível.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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