“É um ato que evidencia as dimensões do racismo e as desigualdades na estrutura brasileira”, diz ONU sobre morte de João Alberto

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Em um comunicado oficial, o escritório da Organização das Nações Unidas (ONU) no Brasil manifestou preocupação com a morte do João Alberto Silveira Freitas, agredido até a morte por dois seguranças de um supermercado da rede Carrefour em Porto Alegre.

A violenta morte de João, às vésperas da data em que se comemora o Dia da Consciência Negra no Brasil, é um ato que evidencia as diversas dimensões do racismo e as desigualdades encontradas na estrutura social brasileira“, afirmou a entidade, em nota divulgada na noite da última sexta-feira (20), Dia da Consciência Negra.

No texto, a entidade ressalta que 75% das vítimas de homicídio no Brasil são negras, e propõe que o poder público se engaje de fato no combate ao racismo.

Na carta aberta, a ONU reitera ainda que a proibição da discriminação racial consta dos principais instrumentos internacionais de direitos humanos e também na legislação brasileira, e que é preciso fazer valer a lei.

A ONU Brasil insta as autoridades brasileiras a garantirem a plena e célere investigação do caso e clama por punição adequada dos responsáveis, por reparação integral a familiares da vítima e pela adoção de medidas que previnam que situações semelhantes se repitam“, diz a carta.

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Thais Bernardes

Formada em jornalismo pelo Institut français de Presse-Université Panthéon-Assas, em Paris e com especialização em audiovisual pelo Institut Pratique de Journalisme (IPJ), também na França, Thais Bernardes é jornalista, assessora de imprensa e idealizadora do portal Notícia Preta, um site de jornalismo colaborativo. Antes de concluir seus estudos na Europa, Thais cursou Relações Públicas na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ingressou através do sistema de cotas. Após atuar como produtora no canal de TV France 2, em Paris, foi repórter no Jornal Extra, na rádio BandNewsFM e coordenadora de Comunicação da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Rio. Em novembro de 2018 a jornalista decidiu criar o portal Notícia Preta como forma de combater, através do jornalismo, o racismo e as desigualdades sociais.

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